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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

On Hold: Puros - Julianna Baggott



Eu não quero abandonar completamente este livro, em parte porque sei que consigo acabá-lo sem grande sofrimento intelectual. O problema aqui é que agora que tenho a saga Throne of Glass para ler, o Sonhos de Deuses e Monstros para ler e mais outros livros que vão sair em Setembro e Outubro, não me apetece estar a pôr esses livros de parte para ler um que, apesar de ter as suas qualidades, não é nem de perto tão espectacular como os outros livros.

Espero não me vir a arrepender de o ter posto de parte, mas por enquanto tem mesmo de ser.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Update: Puros - Julianna Baggott


Há mais de uma semana que ando a ler este livro, por isso decidi dar uma breve explicação do porquê da minha leitura estar a ser lenta. 

Primeiro, já vou a meio do livro e ainda não aconteceu nada de emocionante - aconteceram coisas que supostamente deveriam ser chocantes (maybe?) ou que deviam deixar-me em pulgas para continuar... só que nada disso aconteceu. Não me estou a conseguir conectar com as personagens nem consigo gostar do rumo que a história está a tomar, já que esta está muito fragmentada, desorganizada e parece não ter sentido nenhum. Também as partes de ficção científica são muito pouco credíveis. Preferia que fosse mais realista, em vez de tentar explicar coisas cientificamente quando estas não têm quase nada de científico. Quanto às personagens, parecem todas muito falsas e superficiais. Só o Bradwell é que me deixou minimamente interessada e, mesmo ele, irrita-me muito em várias ocasiões. De resto não gosto mesmo de ninguém.

A única coisa a que achei piada (ignorando a tentativa de explicação científica) é a caracterização do mundo e das personagens. A teoria das fusões é muito grotesca e eu adoro esse aspecto da história e é uma das poucas coisas que me faz continuar a ler. Vou continuar o meu esforço também porque dizem que depois dos primeiros dois terços do livro, este começa a ficar melhor.

Embora gostasse de acabar este livro, não tenho a certeza que consiga. Let's see. 

domingo, 9 de agosto de 2015

Opinião: Ready Player One - Ernest Cline


In the year 2044, reality is an ugly place. The only time teenage Wade Watts really feels alive is when he's jacked into the virtual utopia known as the OASIS. Wade's devoted his life to studying the puzzles hidden within this world's digital confines, puzzles that are based on their creator's obsession with the pop culture of decades past and that promise massive power and fortune to whoever can unlock them. When Wade stumbles upon the first clue, he finds himself beset by players willing to kill to take this ultimate prize. The race is on, and if Wade's going to survive, he'll have to win—and confront the real world he's always been so desperate to escape.


Bem, finalmente acabei o Ready Player One. Demorei mais do que o normal e mesmo assim gostava que ele não tivesse acabado já. 

Este livro leva-nos numa viagem por um futuro plausível (não me admirava que acabássemos por estar muito dependentes da realidade virtual, visto que, até certo ponto, já estamos), mas que também nos leva de volta ao passado, aos maravilhosos e estranhos anos 80. Por um lado temos a tecnologia de OASIS, um jogo de imersão total - ou muito perto disso - e por outro temos o culto por tudo quanto seja pop culture, jogos, séries, filmes, músicas e livros dos anos 80. 

Tinha ficado interessada neste livro, quando percebi que era algo semelhante com SAO - pomos uns óculos e, neste caso, umas luvas e aí vamos nós para outro mundo - já que eu sempre achei muita piada a jogos MMO e RPG. Ainda fiquei mais contente quando começam a surgir referências e mais referências a pop culture. Acho que poderiam classificar-me como uma geek - mas o meu nível de conhecimento destas coisas e o meu interesse é muito superficial comparativamente ao que este livro nos oferece. Mesmo sem saber àquilo a que o autor se referia, senti-me presa pelas suas explicações e pelo passo acelerado do livro. Nem sei bem porque demorei tanto tempo a acabar, visto que esta história é uma caça ao tesouro non-stop e é mesmo mesmo meeeeeesmo muito boa. 

Quanto às personagens, adorei todos os membros dos High Five. O Wade é um verdadeiro anti-social, com um avatar num nível baixinho, mas que surpreende todos por obter a primeira chave antes dos jogadores de níveis acima de 50. Gostei particularmente da sua evolução ao longo do livro (principalmente quando chegamos ao Level 3). Desde o início que também gostei muito do Aech, o melhor amigo do Wade, que é tão geek quanto ele e igualmente awesome; o Daito e o Shoto são os 2 muito badass, mas simpatizei mais com o Shoto, o irmão mais novo. Quanto à Art3mis, no geral, gostei dela, apesar de ter havido alturas em que fiquei chateada por ter agido de uma forma algo... parva.  

Mesmo que não gostem muito de jogos ou dos anos 80, leiam na mesma, porque o Ready Player One é um livro cheio de aventura, boas personagens e com um mundo incrível e muito bem explorado.

My Rating: 9,5/10 

PS: 10 pelo livro em si, mas tirando 0,5 por não ter consigo lê-lo mais rápido - apesar de a culpa não ser do livro, tenho de classificar a minha experiência de leitura.  

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A Estação dos Ossos (#1) - Samantha Shannon


2059. Paige Mahoney tem dezanove anos e trabalha no submundo do crime da Londres de Scion, na zona dos Sete Quadrantes, para Jaxon Hall. O seu trabalho consiste em procurar informações invadindo a mente de outras pessoas. Paige é uma caminhante de sonhos, uma clarividente - e, no seu mundo, no mundo de Scion, comete traição pelo simples facto de respirar. Está a chover no dia em que a sua vida muda para sempre. Atacada, drogada e raptada, Paige é levada para Oxford - uma cidade mantida em segredo há duzentos anos e controlada por uma raça poderosa, vinda de outro mundo, os Refaim. Paige é atribuída ao Guardião, um Refaíta com motivações misteriosas. Ele é o seu mestre. O seu professor. O seu inimigo natural. Mas, para Paige recuperar a sua liberdade, tem de se deixar reabilitar naquela prisão onde tem por destino morrer.


Quando comecei este livro pensava que me estava a meter em mais uma trilogia que tão depressa não ia terminar. Só passado algum tempo é que fui ao Goodreads e vi que a saga The Bone Season é suposto ter 7 livros; apenas há este em português e só existe até ao segundo em inglês. Aí, pensei que, se não gostasse do livro, me safava de ter de me comprometer a ler uma saga tão grande e que vai demorar tanto tempo a sair. Claro que, com a sorte que tenho, este tinha de ser um dos melhores livros que li este ano. O que é excelente! Mas eu já tenho tantas sagas para ler que até me dói a cabeça só de pensar no tempo que tenho de esperar para conclui-las. 

Esta história começa de uma maneira um pouco fraquinha - é despejada a informação em cima do leitor de uma forma muito abrupta e confusa, o que demonstra um pouco a inexperiência da autora. Mas não se deixem demover! Apesar de alguns defeitos aqui e ali, acompanhamos a Paige por uma aventura muito interessante, por um mundo de fantasmas, monstros e seres de outro mundo. 

E, realmente, gostei muito deste mundo. Não sou grande fã de fantasmas, mas como a magia que aqui se interligava ao conceito do espírito foi o ponto central, fiquei satisfeita na mesma. Adorei o facto de não ser apenas Scion o inimigo dos clarividentes, mas haver ainda outra força contra eles, o que dá à história um maior espaço de manobra e uma possibilidade de explorar outros caminhos. Só o facto de haver tantos tipos de clarividentes e tantos nomes é que não é algo muito bom, pois acabei por não saber muito bem as categorias gerais, quanto mais as específicas. 

A escrita, como já tinha referido, precisa de afinação, mas isso é algo que quase de certeza irá melhorar nos próximos livros e eu não estou muito preocupada com isso - afinal, os problemas da escrita não me distraíram da história e das personagens, por isso não é um problema tão grave quanto isso. 

A Paige foi a parte deste livro que mais me surpreendeu - é uma personagem principal muito forte, com uma boa personalidade que, mesmo não sendo espectacularmente inovadora, pelo menos foi sempre consistente, tal como as suas decisões (que chegaram a ser inteligentes! Não sei se sabem o quão difícil é encontrar heroínas com mais de dois dedos de testa no género Young Adult). Mesmo assim, a minha personagem favorita do livro foi o Guardião (Warden fica melhor, sinceramente). Ele é daquelas personagens que eu nunca consigo desgostar - age como um bad guy no início do livro, todavia vimos a descobrir que na verdade ele é um good guy, sem nunca deixar de ser badass, claro. Eu não vou mentir e dizer que não estava à espera disso, mas por muito previsível que fosse, não me fez gostar menos dele. Até fiquei a gostar mais dele. O meu coração partiu-se um bocadinho por ele ter ficado para trás no final, apesar de saber que ele TEM de aparecer outra vez. Também adoro o Nick; ele é um fofo. Aquela "última memória" da Paige deixou-me igualmente divertida e triste por ela - mas não fiquei assim tão triste porque os meus ships são outros ~smiles evilly~. 

Agora mal posso esperar para que saia o segundo livro em Portugal! (ou então talvez o vá comprar em inglês, quem sabe?) 

Mais uma saga que vale a pena começar, mesmo com sete livros e só tendo saído dois deles. Recomendo vivamente! 

My Rating: 9/10

domingo, 19 de julho de 2015

Alvorada Vermelha (#1) - Pierce Brown

"Alvorada Vermelha" é o primeiro volume de uma trilogia que tem tudo para conquistar a legião de fãs de Os Jogos da Fome. Passa-se numa altura em que a humanidade começou a colonizar outros planetas, como Marte. Darrow é um jovem de 19 anos que pertence à casta mais baixa da Sociedade, os Vermelhos, uma comunidade que vive e trabalha no subsolo marciano com a missão de preparar a superfície do planeta para que futuras gerações de humanos possam lá viver. No entanto, em breve Darrow irá descobrir que ele e os seus companheiros foram enganados pelas castas superiores. Inspirado pelo desejo de justiça, Darrow irá sacrificar tudo para se infiltrar na casta dos Dourados… e aniquilá-los! Vingança, guerra e luta pelo poder num romance de estreia empolgante. 



Eu queria adiar este comentário, mas vamos tirar as frivolidades do caminho: o Pierce Brown é oficialmente o escritor mais bonito, pelo menos daqueles que conheço e cujos livros li.

Não estava à espera de gostar muito deste livro; primeiro porque não sou grande fã de ficção científica e porque a hype no que toca a este livro, já andava a rebentar as escalas e a hype não é de confiança (that treacherous bastard). O início esteve de acordo com aquilo que eu estava à espera - um grupo social a ser enganado e a trabalhar como escravos para o bem de uma minoria. Apesar de ser engraçado não era nada de novo, nem nada de espectacular. É a partir da segunda parte do livro, que as coisas passam do scifi usual, para uma mistura estranha entre Game of Thrones, The Hunger Games e Harry Potter (só mesmo porque há uma "escola especial", neste caso o Instituto). Com muita ação, muitos momentos emocionantes e chocantes acompanhamos a missão do Darrow para libertar o seu povo e a sua família, através de transformações físicas e provas perigosas. 

O Darrow é uma personagem diferente - ele não é o típico herói desde o início, mas aprende a sê-lo das maneiras mais estranhas, aprendendo com o inimigo e tornando-se num deles, mas sem esquecer de onde vem e o qual o seu objetivo. Acabei por gostar muito dele, principalmente porque se nota a sua evolução e aprendizagem ao longo da história; o Darrow Vermelho e o Darrow Dourado são duas versões muito diferentes, mas sem deixar de ser o Darrow. Evoluiu muito mais do que a maioria dos protagonistas e tenho de ser honesta: o Ceifeiro é muito badass. 

Relativamente ao resto das personagens, gostei bastante como a maioria nem sempre era aquilo que se esperava - passei a maior parte do livro na dúvida entre quem era amigo ou inimigo, a distinguir os traidores dos aliados e ainda estou na dúvida, quanto a alguns. Gostei dos Vermelhos que conhecemos, apesar de ter sido por apenas algumas páginas. Dos Dourados, acho que os meus favoritos são o Sevro, o Fitchner (tal pai tal filho) e o Roque. Também gostei da Mustang, mas ela não me inspira muita confiança; é melhor esperar pelo segundo livro para fazer mais juízos de valor.  

A escrita do autor mistura o jargão específico da sociedade e das várias cores com uma escrita que transmite a personalidade do Darrow sem deixar de ser fluente, fácil de compreender (e de acompanhar) e agradável. Pode não ser a mais bonita, mas enquadra-se bem com o tipo de livro. 

Agora estou aqui super curiosa para saber como vai ser o Golden Son. Mas quando é que o livro vai sair em português? Não sei. Vou ter de esperar, como de costume. Ainda bem que tenho alguns livros na estante que estou tão mortinha para ler quanto o Golden Son. 

Leiam este livro; é muito bom, raios!

My Rating: 9,5/10

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Re-Read! The Hunger Games - Os Jogos da Fome (#1) - Suzanne Collins

Winning means fame and fortune.
Losing means certain death.
The Hunger Games have begun....

In the ruins of a place once known as North America lies the nation of Panem, the shining Capitol surrounded by twelve outlying districts. The Capitol is harsh and keeps the districts in line by forcing them all to send one boy and one girl between the ages of twelve and eighteen to participate in the annual Hunger Games, a fight to the death on live TV.

Sixteen-year-old Katniss Everdeen regards it as a death sentence when she steps forward to take her sister's place in the Games. But Katniss has been close to dead before-- and survival, for her, is second nature. Without really meaning to, she becomes a contender. But if she is to win, she will have to start making choices that weigh survival against humanity and life against love.



Alerta: SPOILERS


Todos somos familiares com a adaptação cinematográfica deste livro. Foi um grande sucesso, bla bla bla. Mas a verdade é que, como vi o filme mais vezes e há menos tempo do que li o livro, sempre que me lembrava dos Jogos da Fome, lembrava-me do que acontece no filme, das personagens que eles nos apresentam no filme. Por isso decidi reler este livro, para me voltar a lembrar do porquê de o ter posto na minha lista de favoritos. 

O que acabei por perceber é que, apesar de o filme ser bom, falta-lhe muita coisa que eu adorei no livro. Os pormenores, - desde os Avox, às cenas no terraço e àquele bocadinho no final, fora do comboio - a ligação que criamos com a Katniss - porque ela é, realmente, uma das melhores heroínas dos livros Young Adult - não nos são transmitidos pelo filme e sentia um bocado a falta desses elementos. Também o Peeta e os outros tributos são muito mais interessantes no livro do que no filme. 

Outro pormenor que eu sempre adorei nestes livros foram as descrições do Capitólio - colorido, vibrante, extravagante e exagerado - assim como dos seus habitantes. No filme temos uma versão muito mais cinzenta e desinteressante do que esta e, apesar de resultar no grande ecrã, não é a mesma coisa que aquele que eu imaginava. 

Agora que estou com a vontade, devo ler também o Catching Fire e o Mockingjay nos próximos tempos (principalmente o segundo, visto que é o meu favorito).

Para aqueles que ainda não leram os livros, leiam. Acho que vale a pena, mesmo que já tenham visto os filmes.

My Rating then&now: 10/10

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ensaio Sobre a Cegueira - José Saramago



Um homem fica cego, inexplicavelmente, quando se encontra no seu carro no meio do trânsito. A cegueira alastra como «um rastilho de pólvora». Uma cegueira coletiva. Romance contundente. Saramago a ver mais longe. Personagens sem nome. Um mundo com as contradições da espécie humana. Não se situa em nenhum tempo específico. É um tempo que pode ser ontem, hoje ou amanhã. As ideias a virem ao de cima, sempre na escrita de Saramago. A alegoria. O poder da palavra a abrir os olhos, face ao risco de uma situação terminal generalizada. A arte da escrita ao serviço da preocupação cívica.



“O medo cega, disse a rapariga dos óculos escuros, São palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos, Quem está a falar, perguntou o médico, Um cego, respondeu a voz, só um cego, é o que temos aqui.”

Pelo menos todos aqueles que já tiveram Português de 12º ano conhecem o dilema de ler ou não ler o "Memorial do Convento". Eu bem tentei, mas não consegui ganhar interesse pelo livro, principalmente depois de me terem contado a história toda. Mesmo assim, fiquei curiosa com a escrita de Saramago - sarcástico e com uma prosa diferente, mas sem deixar de ser agradável, deixou-me com vontade de ler outra obra dele. Ganhei este livro num concurso, por isso nem precisei de gastar dinheiro ou paciência (para requisitar) para ler o livro. Não sabia se ia gostar, mas a sinopse deixou-me tão interessada quanto a escrita do autor. Por isso lá me aventurei assim que as aulas acabaram. 

E não é que acabei por ler tanto deste livro em 4 ou 5 dias deste como li do Memorial? Pois, é verdade. Não me orgulho de não ler os livros de "leitura obrigatória", contudo quem prepara o programa da disciplina também não ajuda (e o facto de ficção histórica não me dizer muito também não ajudou).

Não é um livro com muita acção - talvez seja mais "lento" do que a do Memorial -, havendo o foco nas acções das pessoas e não tanto numa continuidade de momentos problemáticos como vemos em muitos livros. O problema central é o "mal-branco" e a partir daí vemos, como se fossem ratos num laboratório, o comportamento da sociedade, das pessoas e das personagens sem nome que acompanhamos desde o início. Ao longo de todo o livro existem várias peculiaridades - expressões idiomáticas e provérbios modificados, personagens sem nome e sem descrição física para além da idade, existir apenas uma pessoa que vê, crítica e mais crítica à sociedade, etc - que fazem desta obra algo único. Já para não falar do retratar cru, duro, chocante e muito credível de uma sociedade cega, de um governo desorganizado, de uma "comunidade" de cegos que fazem de tudo para sobreviver.

Desta vez posso mesmo dizer que nunca li algo assim. Uma coisa é certa: acho que toda a gente devia ler este livro (de preferência mais tarde, do que mais cedo, pois há cenas no livro que não são fáceis de digerir - no pun intended), mais que não seja para ver aquilo em que nos podemos tornar.

Não tinha a certeza se queria ler o Ano da Morte de Ricardo Reis, mas agora sei que tenho de ler esse livro não só porque Saramago é um excelente escritor - sem dúvida merecedor do prémio nobel -, mas também porque gosto bastante de Ricardo Reis e ainda mais de Fernando Pessoa.

“Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem”

My Rating: 9/10

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Shatter Me (Shatter Me #1) - Tahereh Mafi


Juliette hasn’t touched anyone in exactly 264 days.

The last time she did, it was an accident, but The Reestablishment locked her up for murder. No one knows why Juliette’s touch is fatal. As long as she doesn’t hurt anyone else, no one really cares. The world is too busy crumbling to pieces to pay attention to a 17-year-old girl. Diseases are destroying the population, food is hard to find, birds don’t fly anymore, and the clouds are the wrong color.

The Reestablishment said their way was the only way to fix things, so they threw Juliette in a cell. Now so many people are dead that the survivors are whispering war – and The Reestablishment has changed its mind. Maybe Juliette is more than a tortured soul stuffed into a poisonous body. Maybe she’s exactly what they need right now.

Juliette has to make a choice: Be a weapon. Or be a warrior.



Esta opinião contém spoilers, be careful.

A hype é uma coisa perigosa - ouvimos tanta gente falar bem de um livro que às tantas ficamos com as expectativas tão altas que ficam quase impossíveis de concretizar. Isso não me aconteceu com este livro. Não me interpretem mal, eu queria que este livro fosse espectacular, todavia!... fiquei sempre com um bichinho no pensamento a dizer-me que não ia gostar do livro. Infelizmente, o bichinho tinha razão. 

Então é isto: eu até gostei do livro, mas não passou de uma distopia como muitas outras e pior que a maioria das que li. 

Falando por tópicos, aqui ficam as coisas que não achei piada no livro:

- Há algo de estranho com o livro, em geral - talvez a narração seja demasiado pessoal e não deixe outra maneira de avaliar as personagens como deve ser, a não ser pelas suas ações, o que seria muito bom, se nos fossem descritas mais as suas ações.
- Há qualquer coisa de estranho na relação entre a Juliette e o Adam - parece muito falsa, muito simples, muito rápida, não sei bem, mas cheira-me a insta-fake-love.
- Não acontece muita coisa na primeira metade do livro - a maior parte da história é a Juliette a ser maluca e um cachorrinho apaixonado. Embora na segunda parte a história fique mais interessante, não fica tão maravilhosa quanto isso (por vezes é mesmo aborrecida). 
- Que conveniente o Warner também poder tocar na Juliette, não acham?
- "Why do you care?" é a pergunta mais utilizada pela Juliette nos primeiros 3/4 do livro (só não a repete mais porque as circunstâncias não dão para conversas sentimentais) e já começava a chatear. E o Adam em vez de dizer algo do género "What, you didn't get it the first 50 times I explained?" dá sempre a mesma explicação super sentimental e apaixonada. Sinceramente. That's enough. 
- Quanto às personagens, resume-se a isto: o Adam não parece ter personalidade quase nenhuma; o Warner é psycho, não posso dizer que não gosto dele, mas também não posso dizer que goste sempre dele e isso deixa-me confusa; a Juliette não é má, tendo em conta as circunstâncias, mas como narradora pareceu-me um bocado aborrecida; o Kenji não é mau rapaz - é provavelmente a personagem mais interessante do livro todo; as outras não consegui formar uma opinião sobre elas.

No cômputo geral, foi uma leitura rápida e interessante o suficiente para eu conseguir acabar o livro. Se recomendo? Não sei. Quem não tenha lido distopia talvez venha a gostar deste livro, mas para começar neste género há livros melhores.

My Rating: 5,5/10 

domingo, 31 de maio de 2015

Evenfall: Director's Cut (In the Company of Shadows #1) - Santino & Ais



In a post-apocalyptic future, the Agency works behind the scenes to take down opposition groups that threaten the current government. Their goals justify all means, even when it comes to their own agents.


Sin is the Agency's most efficient killer. His fighting skills and talent at assassination have led to him being described as a living weapon. However, he is also known to go off on unauthorized killing sprees, and his assigned partners have all wound up dead.

Boyd is not afraid to die. When his mother, a high-ranking Agency official, volunteers him to be Sin's newest partner, he does not refuse. In fact, his life has been such an endless cycle of apathy and despair that he'd welcome death.

In the newly revised Director's Cut of Evenfall, the first volume follows these two cast-offs as they go from strangers to partners who can only rely on each other while avoiding death, imprisonment, and dehumanization by the Agency that employs them.


Não estava a pensar ler estes livros tão cedo por duas razões distintas: primeiro porque tenho muitos livros na estante para ler e prefiro ler esses antes daqueles que tenho em ebook; segundo porque, apesar de já terem saído os livros todos desta saga (todos eles grátis), ainda não foram revistos, nem adaptados a esta nova versão. Mesmo assim decidi experimentar, já que são grátis e que eu estava na mood certa para os ler.

Esperava que a história se centrasse mais no mundo pós-guerra, que mostrasse mais a destruição e a miséria. No entanto, os autores decidiram enveredar para uma temática mais política e mais relacionada com o terrorismo, com as questões morais e éticas, do que propriamente com a distopia em si. Sim, temos os elementos de distopia e pós-guerra, mas fiquei com a sensação que ficaram um bocado como pano de fundo, havendo um maior foco em The Agency e nos serviços que esta proporciona. Basicamente o que eu quero dizer é que esta quase podia ser uma história passada num presente mais ou menos alternativo.

Mesmo esperando que se focassem mais nesse aspecto em vez da espionagem e contra-terrorismo, não deixei de gostar do caminho que o livro tomou. As personagens ajudaram imenso nisso - o Sin e o Boyd passaram de personagens estranhas, interessantes e diferentes, pessoas perturbadas por algumas (ou muitas) coisas que aconteceram no seu passado, a personagens com uma evolução extraordinária, mas sem deixarem de ser elas mesmas - apesar de terem evoluído, não aconteceu aquilo que muitas vezes acontece em livros assim, em que as personagens, no final, parecem estar completamente diferentes. No final, acabamos por ter um pouco da loucura do mundo pós-guerra incorporado nas personagens principais.

Quanto à escrita, esta é boa, todavia, não é espectacular e podia levar alguns aperfeiçoamentos. Mesmo assim, para um livro que foi revisto apenas pelos autores e que ainda se pode considerar um rascunho melhorado do original, a coerência e coesão da escrita deixaram-me surpreendida.

Tudo isto juntamente com o facto de não ter sido editado por profissionais, faz com que este livro (dividido em dois volumes) seja cativante e interessante. Talvez não seja perfeito, mas espero que os autores consigam levar esta história e estas personagens a um público mais abrangente, já com todos os melhoramentos necessários. E tendo em conta todos estes aspectos:

My Rating: 9/10

domingo, 10 de maio de 2015

Géneros: A Ficção Científica e a Distopia

Não me crucifiquem já, mas nunca fui uma grande grande fã de ficção científica. Havia uma altura em que eu não conhecia tão bem este género como hoje em dia; nessa altura pensava que aquilo não passava de naves espaciais e robôs e tudo o mais. Agora sei que scifi não é só isso - há coisas que vão desde o steampunk ao pós-apocalíptico e até mesmo a (tão famosa hoje em dia) distopia. E apesar de não ser grande fã das tais naves espaciais (aqui refiro-me a livros e não a filmes - I still like Star Wars e Star Trek e o Distrito 9) gosto bastante da ideia steampunk e ainda mais de livros pós-apocalípticos. Então vamos por partes:

Scifi

Acho que dessa ficção científica das naves espaciais e que tais não li nenhum livro. O mais parecido que eu li com isso foi a saga Lux, que acabou por me desapontar em vários aspectos. Ou talvez o Nómada (deste gostei mas nunca o associo muito a esta ficção científica). Quanto aos livros que quero ler, também não são muitos:

  

Estes são daqueles livros que eu sei que eventualmente vou tentar ler, mas nem sequer sei se vou gostar. Acho que o único que tenho mais intenções de ler é o The Knife of Never Letting Go, mas mais uma vez, este não é muito virado para as naves espaciais... Pois. De Steampunk só tenho para ler Lisboa no Ano 2000, que parece ser bastante interessante, ainda por cima sendo de autores portugueses. 


Pós-apocalíptico e Distopia

Pós-apocalíptico é provavelmente o meu género favorito, dentro da ficção científica. Hoje em dia vê-se muito este género ligado à famosa distopia por isso não vou fazer qualquer distinção. Mas há um problema: o de associar o pós-apocalíptico à ficção científica. É que nem todos os livros têm esse cariz; muitos acabam por ser mais virados para a fantasia do que para a ficção científica em si. Estes de que vou falar são os mais virados para a scifi (apesar de poderem ter alguns elementos fantásticos).


READ

  

Angelfall - Pós-apocalíptico com anjos à mistura. Até agora posso dizer que é uma das melhores sagas que eu já li e o último livro (End of Days) sai depois de amanhã! AH!

Divergente - Eu não tinha a certeza se queria falar sobre este livro. Não posso negar - este e o 2º são dos meus livros favoritos de sempre. Claro, isto porque ainda não tinha sido explicado nada. Assim que começaram a explicar coisas no Convergente, torci o nariz à história toda, incluindo os livros anteriores... O que não é justo porque os dois primeiros livros continuam a ser espectaculares.

More Than This - Não estava à espera que esse livro fosse de scifi, mas a verdade é que acabou por ser muito bom apesar de eu estar à espera de algo mais "fantástico" (e sim, refiro-me ao género). É um livro estranho e um stand alone que recomendo a toda a gente, sejam ou não fãs deste género.

TO READ

  

Evenfall - Encontrei este livro por acaso e assim que li a sinopse fiquei enfeitiçada - é grátis, é uma distopia e tem um "feel" de jogo, do género Resident Evil. Mal posso esperar para lê-lo. 

Puros - Já adicionei este livro à minha TBR há algum tempo e não me lembro bem sobre o que é. Ainda assim quero lê-lo - estou apenas à espera de uma oportunidade para o comprar em português. 

Shatter Me - Tenho adiado ler este livro porque há muitas reviews que não o elogiam, muito pelo contrário. Por outro lado, também já vi umas quantas reviews que elogiam o livro a torto e a direito. É normal isto deixar uma pessoa confusa. Quero mesmo ler (pelo menos) o primeiro livro para ver que lado da hype está correto, mas o meu maior problema é que a história não me chamou muito à atenção. E apesar de já ter a saga toda em ebook, não sei quando a vou ler. Ainda este ano, espero eu. We'll see. 



Há mais uma data de sub-géneros dentro da ficção científica - como podem ver aqui - mas desses eu li muito pouco ou nada. E não estou interessada na maioria deles, por isso, scifi, para mim, foi isto de que eu falei - apesar de não gostar muito deste género, continuo à espera que alguns livros me façam mudar de ideias.


PS: Estou numa espécie de slump que se pode possivelmente dever ao facto de não estar a ler livros muito wow ou simplesmente porque não estou na mood. Pode ser que para a semana já tenha lido alguma coisa.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

The Giver - O Dador de Memórias - Lois Lowry


Sinopse:

A sociedade em que vive Jonas é a perfeita descrição do mundo perfeito. Tudo está sob controlo: não há cores, não há música, não há guerras nem possibilidades de eleição. Cada pessoa ajusta-se às Normas da sua Comunidade. Quando Jonas atinge os 12 anos e deve ser-lhe atribuída uma profissão, é eleito para uma função muito especial e única na sua comunidade. Na sua formação descobrirá as verdades subjacentes à frágil perfeição do seu mundo.


Já andava para ler este livro há algum tempo, tal como muitos outros (finalmente risquei-o da minha lista). Mas só quando reparei que era muito pequenino é que fiquei mesmo entusiasmada, porque agora a maior parte dos livros tem 300+ páginas e às vezes apetece leituras mais rápidas.

Esta foi uma delas - li o livro numa tarde. 

No início o livro pareceu-me um pouco como o Divergente - não na história, mas na organização da sociedade. A Comunidade fez-me lembrar a Abnegation. Mas essa foi a única semelhança. Depois de serem distribuídas as missões, a história toma um rumo diferente. É aqui que começam também a surgir os pontos originais de este mundo - pormenores que adorei e que achei que são o ponto mais interessante do livro. 

Quanto às personagens - gostei do Dador e do Jonas. Também achei interessantes algumas das outras personagens. O que achei muito bom neste livro foi o facto de em tão poucas páginas a autora dar-nos a conhecer tão bem estas personagens. 

O que eu não achei tanta piada foi o final. Fiquei com a sensação que faltava a segunda metade do livro, não só por causa desse final como pelo número reduzido de páginas.

Por isso, como podem ver, apesar de querer um livro pequeno, acabei querendo que o livro fosse maior. 

Gostei do livro e fico à espera de poder ler os próximos (mais uma saga para continuar... ~le sigh~).

My Rating: 8/10 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Novidades! - End of Days de Susan Ee

Para aqueles que não conhecem - provavelmente a maioria - Penryn & the End of Days é uma distopia, pós-apocalíptica e também uma das minhas sagas favoritas.

E este é o terceiro livro:



E estas são as informações da Goodreads sobre o livro:


Paperback, 336 pages
Expected publication: May 12th 2015 by Hodder & Stoughton


E esta é a informação que está na sinopse: 

End of Days is the explosive conclusion to Susan Ee’s bestselling Penryn & the End of Days trilogy.

Sinceramente, não sei se hei de ficar feliz porque são menos livros - o que quer dizer que não vou ter de esperar tanto tempo para saber o que vai acontecer - ou então ficar muito triste e deprimida porque vai acabar já em Maio e eu quero mais. O facto de só serem três livros quando já esperava cinco, deixa-me um sabor amargo na boca, como se o que nós, leitores, vamos ter, vai ser menos do que aquilo a que tínhamos direito. 

A verdade é que estou um pouco mais inclinada para este último estado de espírito. Tenho medo que o final seja demasiado apressado, sem o desenvolvimento suficiente da história, das personagens e das relações entre elas, para que seja uma boa conclusão para estes dois primeiros livros - que foram excelentes. 

Todavia só lendo o livro é que posso ter a certeza se é uma desilusão, esta conclusão da trilogia ou então uma agradável surpresa e mais um livro para acrescentar à lista de favoritos.