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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Wrap-Up: o melhor e o pior de Agosto

Para ser sincera, pensava que tinha lido mais livros este mês, mas afinal li apenas 9 livros mais metade de mais um e uma short story. Pode parecer muito mas para mim, num mês em que estou de férias, é muito pouco, principalmente quando quero ler 40+ livros este verão. Já não sei se vou conseguir atingir esse objetivo, mas pelo menos quero chegar aos 100 livros, este ano (e tendo lido 84 livros este ano, é perfeitamente plausível).



O MELHOR



Consegui dar mais de 9/10 a um terço dos livros que li este mês, o que é muito bom. Mas destes três, o que se destacou foi mesmo Eu Dou-te o Sol que foi, sem dúvida alguma, um dos melhores romances contemporâneos young-adult que já li. O Ready Player One também me surpreendeu pela positiva, apesar de ter demorado mais tempo a ler. Depois também há que referir o único livro de romance new adult (Archer's Voice) que consegui adicionar aos favoritos até agora (em 2015)!


O PIOR



O Puros eu ainda não acabei, mas como não planeio pegar nele tão depressa, sinto-me à vontade para admitir que não gostei muito do que li - ainda não sei se terá uma pontuação inferior à do Fan Art, mas, pela primeira metade do livro, parece que sim. Quanto ao Fan Art, não é um mau livro, mas também não é nada de espectacular e, apesar de ter gostado, foi o que menos me agradou, neste mês de Agosto.

domingo, 9 de agosto de 2015

Opinião: Ready Player One - Ernest Cline


In the year 2044, reality is an ugly place. The only time teenage Wade Watts really feels alive is when he's jacked into the virtual utopia known as the OASIS. Wade's devoted his life to studying the puzzles hidden within this world's digital confines, puzzles that are based on their creator's obsession with the pop culture of decades past and that promise massive power and fortune to whoever can unlock them. When Wade stumbles upon the first clue, he finds himself beset by players willing to kill to take this ultimate prize. The race is on, and if Wade's going to survive, he'll have to win—and confront the real world he's always been so desperate to escape.


Bem, finalmente acabei o Ready Player One. Demorei mais do que o normal e mesmo assim gostava que ele não tivesse acabado já. 

Este livro leva-nos numa viagem por um futuro plausível (não me admirava que acabássemos por estar muito dependentes da realidade virtual, visto que, até certo ponto, já estamos), mas que também nos leva de volta ao passado, aos maravilhosos e estranhos anos 80. Por um lado temos a tecnologia de OASIS, um jogo de imersão total - ou muito perto disso - e por outro temos o culto por tudo quanto seja pop culture, jogos, séries, filmes, músicas e livros dos anos 80. 

Tinha ficado interessada neste livro, quando percebi que era algo semelhante com SAO - pomos uns óculos e, neste caso, umas luvas e aí vamos nós para outro mundo - já que eu sempre achei muita piada a jogos MMO e RPG. Ainda fiquei mais contente quando começam a surgir referências e mais referências a pop culture. Acho que poderiam classificar-me como uma geek - mas o meu nível de conhecimento destas coisas e o meu interesse é muito superficial comparativamente ao que este livro nos oferece. Mesmo sem saber àquilo a que o autor se referia, senti-me presa pelas suas explicações e pelo passo acelerado do livro. Nem sei bem porque demorei tanto tempo a acabar, visto que esta história é uma caça ao tesouro non-stop e é mesmo mesmo meeeeeesmo muito boa. 

Quanto às personagens, adorei todos os membros dos High Five. O Wade é um verdadeiro anti-social, com um avatar num nível baixinho, mas que surpreende todos por obter a primeira chave antes dos jogadores de níveis acima de 50. Gostei particularmente da sua evolução ao longo do livro (principalmente quando chegamos ao Level 3). Desde o início que também gostei muito do Aech, o melhor amigo do Wade, que é tão geek quanto ele e igualmente awesome; o Daito e o Shoto são os 2 muito badass, mas simpatizei mais com o Shoto, o irmão mais novo. Quanto à Art3mis, no geral, gostei dela, apesar de ter havido alturas em que fiquei chateada por ter agido de uma forma algo... parva.  

Mesmo que não gostem muito de jogos ou dos anos 80, leiam na mesma, porque o Ready Player One é um livro cheio de aventura, boas personagens e com um mundo incrível e muito bem explorado.

My Rating: 9,5/10 

PS: 10 pelo livro em si, mas tirando 0,5 por não ter consigo lê-lo mais rápido - apesar de a culpa não ser do livro, tenho de classificar a minha experiência de leitura.  

domingo, 2 de agosto de 2015

Update! Ready Player One e o meu tablet pifou

Já há algum tempo (mais de um mês) que o meu tablet foi desta para melhor, logo, no que toca a ler ebooks, isto tem estado a ser um bocado complicado. Neste caso, estou a gostar muito do Ready Player One, mesmo lendo no computador, mas assim que acabo um capítulo vou à net fazer qualquer coisa e acabo por não ler mais nada durante uma data de tempo. Simplesmente não me consigo concentrar no computador como me consigo concentrar a ler no tablet ou em formato impresso.

Isto quer dizer que devo demorar um pouco mais a ler o Ready Player One do que tinha planeado. Ainda vou a tempo de lê-lo antes de o filme (realizado por Steven Spielberg) sair, o que só deve acontecer daqui a uns aninhos, mas como devo demorar um pouco mais fica aqui o update da minha leitura:   




Seria previsível que este fosse um livro um bocado mais difícil de gostar ou mesmo compreender para leitores que não sejam gamers; eu sei algumas coisas sobre alguns jogos, mas mesmo que não soubesse, é-nos explicado topos aqueles termos estranhos e até mesmo os mais simples como MMO, RPG e XP. 

Há algo neste livro que me deixa completamente embasbacada - talvez a sua awesomeness que parece vir ao de cima sem qualquer esforço por parte do autor. Também pensava que este livro seria um pouco mais do género Sword Art Online, mas não foi isso que aconteceu - ainda bem porque para isso já temos SAO. Desde as primeiras páginas que há imensas referências à pop culture, não só a jogos mas também a filmes, música e livros, dos anos 80. Fiquei imediatamente com vontade de ir jogar o PS1 ou os jogos dos anos 90 e 80, que não eram nada de especial, mas tinham algo de viciante (claro que também fiquei com vontade de jogar World of Warcraft, but that's another story). 




Ainda não aconteceu muita coisa (estou a 25% ainda), mas pelo pouco que li dá para perceber que o autor captou perfeitamente o mundo dos geeks (pelo menos, como eu o conheço) e criou personagens, um mundo e uma história muito cativantes. Mal posso esperar para ver o rumo que este livro irá tomar, ainda por cima sendo stand alone.