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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Update! Sagas, Séries, Trilogias e que tais

Cada vez que olho para a lista de livros que já li, fico com uma dor de cabeça enorme: comecei tantas sagas que até assusta. Mas nem todas as leituras foram boas e decidi fazer essa distinção aqui: entre as que não vou continuar, as que ainda estou na dúvida e aquelas que quero muuuuuito continuar. As que não mencionar são aquelas que quero ler e que vou ler, mas que não estou aos pulos para continuar. 



Sagas que não vou continuar de certeza

Estas são as sagas cujo primeiro (ou segundo, ou terceiro, etc etc) livro me deixou muito desapontada e que decidi não perder mais o meu tempo com eles (sublinhados) ou que eu perdi completamente o interesse apesar de ter gostado dos livros que li (itálicos).

- Deep In Your Veins - Suzanne Wright
- Something Strange and Deadly - Susan Dennard 
- Angelologia - Danielle Trussoni 
- Vampire Academy - Richelle Mead
- Criaturas Maravilhosas - Kami Garcia & Margaret Stohl 
- Broken Destiny - Jeaniene Frost
- The Fae Chronicles - Amelia Hutchins 
- Fever - Karen Marie Moning
- Guardian Trilogy - Laury Falter
- Gabriel's Inferno - Sylvain Reynard
- Dante Walker - Victoria Scott
- Fallen - Lauren Kate
- Awaken - Katie Kacvinsky
- A Primeira Lei - Joe Abercrombie
- Aprendiz de Assassino - Robin Hobb
- Delirium - Lauren Oliver


Sagas a que talvez ainda venha a dar uma oportunidade

Estas são as saga que: ou já li há muito tempo e teria de reler os primeiros livros e sinceramente não sei se me apetece (sublinhado) ou li os primeiros livros e gostei mas não fiquei wow (ou em que as continuações foram bem piores que o 1º livro) e apesar de me apetecer ler as continuações, vou ter de estar mentalmente preparada para eles (itálico).

- Wolfs of Mercy Falls - Maggie Stiefvater
- Study Trilogy - Maria V. Snyder
- A Saga das Pedras Mágicas - Sandra Carvalho 
- Shatter Me - Tahereh Mafi 
- The Pledge - Kimberly Derting
- Curse Workers - Holly Black
- The Watchers - Veronica Wolff
- The Fallen - Thomas E. Sniegoski
- Demon Cycle - Peter V. Brett- Providence - Jamie McGuire
- Gone - Michael Grant
- Halo - Alexandra Adornetto
- O Lar da Senhora Peregrine Para Crianças Peculiares - Ransom Riggs
- All Souls Trilogy - Deborah Harkness
- Game of Thrones - George R. R, Martin


Sagas que quero muuuuuuuuuuuito continuar

Estas não precisam de introdução:

- Mistborn #3 - Brandon Sanderson
- A Darker Shade of Magic #2 - V. E. Schwab
- The Wrath and the Dawn #2 - Renée Ahdieh
- Daughter of Smoke and Bone #3 - Laini Taylor
- Kushiel #6 -  Jacqueline Carey
- The Raven Cycle #4 - Maggie Stiefvater
- Millenium #4 ?????
- Kingkiller Chronicles #3 - Patrick Rothfuss 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Re-Read! The Hunger Games - Os Jogos da Fome (#1) - Suzanne Collins

Winning means fame and fortune.
Losing means certain death.
The Hunger Games have begun....

In the ruins of a place once known as North America lies the nation of Panem, the shining Capitol surrounded by twelve outlying districts. The Capitol is harsh and keeps the districts in line by forcing them all to send one boy and one girl between the ages of twelve and eighteen to participate in the annual Hunger Games, a fight to the death on live TV.

Sixteen-year-old Katniss Everdeen regards it as a death sentence when she steps forward to take her sister's place in the Games. But Katniss has been close to dead before-- and survival, for her, is second nature. Without really meaning to, she becomes a contender. But if she is to win, she will have to start making choices that weigh survival against humanity and life against love.



Alerta: SPOILERS


Todos somos familiares com a adaptação cinematográfica deste livro. Foi um grande sucesso, bla bla bla. Mas a verdade é que, como vi o filme mais vezes e há menos tempo do que li o livro, sempre que me lembrava dos Jogos da Fome, lembrava-me do que acontece no filme, das personagens que eles nos apresentam no filme. Por isso decidi reler este livro, para me voltar a lembrar do porquê de o ter posto na minha lista de favoritos. 

O que acabei por perceber é que, apesar de o filme ser bom, falta-lhe muita coisa que eu adorei no livro. Os pormenores, - desde os Avox, às cenas no terraço e àquele bocadinho no final, fora do comboio - a ligação que criamos com a Katniss - porque ela é, realmente, uma das melhores heroínas dos livros Young Adult - não nos são transmitidos pelo filme e sentia um bocado a falta desses elementos. Também o Peeta e os outros tributos são muito mais interessantes no livro do que no filme. 

Outro pormenor que eu sempre adorei nestes livros foram as descrições do Capitólio - colorido, vibrante, extravagante e exagerado - assim como dos seus habitantes. No filme temos uma versão muito mais cinzenta e desinteressante do que esta e, apesar de resultar no grande ecrã, não é a mesma coisa que aquele que eu imaginava. 

Agora que estou com a vontade, devo ler também o Catching Fire e o Mockingjay nos próximos tempos (principalmente o segundo, visto que é o meu favorito).

Para aqueles que ainda não leram os livros, leiam. Acho que vale a pena, mesmo que já tenham visto os filmes.

My Rating then&now: 10/10

segunda-feira, 29 de junho de 2015

A Darker Shade of Magic (#1) - V. E. Schwab


Kell is one of the last Travelers—rare magicians who choose a parallel universe to visit. 

Grey London is dirty, boring, lacks magic, ruled by mad King George. Red London is where life and magic are revered, and the Maresh Dynasty presides over a flourishing empire. White London is ruled by whoever has murdered their way to the throne. People fight to control magic, and the magic fights back, draining the city to its very bones. Once there was Black London—but no one speaks of that now. 

Officially, Kell is the Red Traveler, personal ambassador and adopted Prince of Red London, carrying the monthly correspondences between royals of each London. Unofficially, Kell smuggles for those willing to pay for even a glimpse of a world they’ll never see. This dangerous hobby sets him up for accidental treason. Fleeing into Grey London, Kell runs afoul of Delilah Bard, a cut-purse with lofty aspirations. She robs him, saves him from a dangerous enemy, then forces him to another world for her 'proper adventure'. 

But perilous magic is afoot, and treachery lurks at every turn. To save all of the worlds, Kell and Lila will first need to stay alive—trickier than they hoped.


Esta opinião contem SPOILERS. Cuidado!

Fantasia é um género que adoro, mas, como em todos os outros, tem os seus calhamaços chatos e difíceis de ler que me deixam um bocado aborrecida (a.k.a. As Brumas de Avalon) - principalmente porque é Verão, está calor e eu ando 24/7 com sono. Daí que eu precise de algo que me capte imediatamente a atenção.

Felizmente foi isso que aconteceu com este livro. Fiquei imediatamente cativada pelo mundo fantástico que a autora construiu e pelas personagens, tão únicas e fascinantes.

- O mundo.

O mundo das quatro Londres é fantástico. Mistura uma parte de realidade - Grey London - com três outros mundos, mágicos e muito diferentes entre si. Um dos melhores aspectos deste livro é que se concentra mais nos mundos mágicos e mesmo na magia daquele que é (supostamente) não-mágico, havendo um alternar constante entre mundos, como se nós, leitores, estivéssemos também a viajar entre eles. A Grey London é a Londres do início do séc. XIX, uma época que só por si já gosto bastante, cinzenta e bastante normal. A Red London, a Londres próspera, é a casa de Kell e uma cidade cheia de magia - uma cidade viva, vermelha como o sangue, cheia de poder. A White London, uma cidade gelada e com uma magia mais cruel, uma magia que está a desaparecer - o que leva as pessoas a fazerem de tudo para a poderem obter. E, por fim, a Black London, um conto de fadas, uma cidade arrasada, consumida pela magia. As três primeiras pudemos explorar, mas a quarta permanece um mistério que nos acicata a curiosidade para o próximo livro. Mas o melhor são os pormenores: as línguas diferentes também ajudou a dar profundidade à história e àquele mundo, assim como a distinção entre a língua mágica dos Antari e a do resto das pessoas; o casaco do Kell, que é mais do que apenas um casaco; a taberna, que é um ponto imutável entre, pelo menos, três das Londres, etc.

- As personagens.

Adorei as personagens. O Kell, o Antari de Red London, que serve de mensageiro entre mundos, é uma personagem mais profunda do que pensava. Ele desconhece uma parte do seu passado, que o atormenta e leva a quebrar regras, apesar de não ter nenhum motivo aparente para o fazer. Espero que nos próximos livros possamos ver mais desse passado, porque, para ser sincera, ESTOU TÃO CURIOSA.
A Lila, sem dúvida uma das minhas personagens favoritas de sempre, é uma ladra com alma de pirata, ela quer viver numa constante aventura, livre e independente. Apesar disso, ajuda o Kell para além daquilo que seria de esperar, acabando por ser uma parceira de aventura, durante um curto espaço de tempo.
As personagens secundárias também são muito interessantes - desde os irmãos Dane, cruéis e sedentos de poder, e Holland, preso e atormentado, um peão no jogo dos irmão, até ao Príncipe Rhy, sem dom para a magia, mas com um grande coração e uma grande aptidão para reinar.
Outro aspecto que gostei muito foi a relação entre as personagens: a amizade entre o Kell e o Rhy (Rhy:“I love you, Kell, but I had no interest in matching tattoos.”) e a relação (????) entre a Lila e o Kell. Não sei o que vai sair desta última, mas a minha fangirl interior já está aos pulos.

- A história.

A história, acompanhada por uma escrita simples, mas bonita, não é a mais original de todas - combater as forças do mal não é novidade nenhuma - no entanto, a autora acrescenta-lhes uma maior profundidade através das lutas (interiores e não só) das personagens e ao deixar um final aberto - aquele mal foi erradicado, mas um mal ainda maior está à espera.
(Tenho quase quase quase a certeza que a Lila é Antari, mas não tenho bem a certeza, visto que ninguém sabe exatamente o que são os Antari. Espero que a autora me surpreenda!)

Estou muito contente, porque este livro é fantástico e foi diretamente para a minha lista de favoritos. Desta vez a hype não estava errada. Recomendo vivamente!

My Rating: 10/10

sábado, 16 de maio de 2015

Pátria - R. A. Salvatore

Nas profundezas da terra e rodeada de trevas eternas, esconde-se a imensa cidade proibida de Menzoberranzan. Habitada pelos drows, os temidos elfos negros, Menzoberranzan é governada por um complexo sistema de Casas em constante batalha. No meio de uma dessas batalhas nasce uma criança com olhos cor púrpura. A criança, Drizzt Do'Urden, destinada a tornar-se príncipe de uma das Casas, cresce num mundo vil onde a sua própria família não hesita em conspirar, trair e assassinar. Surpreendentemente, Drizzt desenvolve um sentido de honra e justiça completamente estranho à sua cidade. Mas haverá lugar para ele num mundo onde a crueldade é a maior virtude? Venha descobrir Drizzt, o elfo negro, uma das personagens mais lendárias da fantasia. E acompanhe-o na épica e intrépida jornada para longe de um mundo onde não tem lugar... em busca de outro, na superfície, onde talvez nunca o aceitem.


Mesmo depois de ter lido 50 páginas deste livro, pensei seriamente se ia terminar o livro ou não. Fazendo algum esforço lá consegui passar esta parte inicial e chegar à parte interessante. A verdade é que o início do livro é um bocado estranho e por essa altura não gostava de nenhuma personagem, o que me dificultou um bocado a leitura - toda a sociedade drow me deixou um bocado chocada e apreensiva. 

No entanto, assim que Drizzt, o herói desta saga e deste livro, passou a ter idade suficiente para ter POV's interessantes e para demonstrar a sua diferença relativamente ao resto dos da sua espécie, o livro tornou-se bem mais entusiasmante. 

O desenrolar da história é de certa forma esperado mas mesmo assim muito bem conseguido. O mundo dos drow é um mundo cruel e diferente daquele que costumo ver em fantasia deste género; normalmente começamos com paz e algo que altera essa paz. Os drow estão sempre em guerra, não têm compaixão ou quaisquer sentimentos agradáveis. A não ser Drizzt e Zak, as únicas personagens que gostei, que são os mais inocentes no meio de toda esta crueldade. 

Eu queria dar uma melhor pontuação a este livro, todavia não posso ignorar a minha falta de entusiasmo no início. Espero é que os próximos livros compensem.

My Rating: 7/10

domingo, 3 de maio de 2015

A Quimera de Praga - Laini Taylor

Pelos quatro cantos do mundo, marcas de mãos negras começam a aparecer nas portas, gravadas a fogo por estranhos seres alados, saídos de uma fenda no céu.

Numa loja escura e empoeirada, o abastecimento de dentes humanos de um demónio começa a ficar perigosamente reduzido. E nas ruelas labirínticas de Praga, uma jovem está prestes a embarcar numa jornada sem retorno.

O seu nome é Karou. Karou não sabe quem é, nem porque vive dividida entre o mundo humano e a sua família de demónios, mas crê que as respostas podem estar para lá de uma porta nos recantos sombrios de uma loja, ou no confronto com um completo desconhecido, de olhar abrasador e aparência divina - o anjo que queimou as entradas para o seu mundo, deixando-a só.


Não estava à espera de estar do lado da hype, no que toca a este livro. Continuo a gostar mais do título em inglês - Daughter of Smoke & Bone é tão mais subtil do que A Quimera de Praga - mas não me arrependo nada de ter comprado o livro. Nada mesmo.

Durante as primeiras 100 páginas, mais ou menos, gostava já bastante do livro, mas a verdade é que nessas páginas não acontece assim tanta coisa quanto isso. Ainda assim, adorei a construção do mundo e a forma subtil e indirecta como a autora nos introduziu às personagens e à magia, tudo isto no coração da cidade de Praga. Outra coisa que gostei logo de início, foi a personagem da Karou que me pareceu logo diferente das heroínas comuns, assim como a sua situação - ela não foi completamente introduzida num novo mundo, mas vai descobrindo mais coisas sobre aquele em que cresceu. E nós acompanhamos essa procura de respostas, que são esclarecidas todas neste livro - thank god! 

Depois das 100 páginas as coisas começam a ficar picantes. A princípio estava com medo que a relação da Karou e do Akiva fosse baseada em instalove, mas mesmo quando teve um pouco esse feel havia sempre algo mais, algo mais profundo, como nos foi explicado mais tarde no livro. 

Quanto ao Akiva, os anjos e as quimeras, fiquei agradavelmente surpreendida. O Akiva mostrou ser menos sem coração do que eu esperava e mostrou também que não é perfeito (aquele final, though). Gostava de ter visto um pouco mais dos outros anjos, mas isso só me deixa mais entusiasmada para ler os próximos livros. As quimeras são uma das minhas partes favoritas do livro, assim como a magia em que o seu mundo assenta - desde os desejos até à ressurreição. O Brimstone é uma das personagens que eu mais gostei do livro, senão mesmo a minha favorita. (Big Spoiler: E como se fosse alguma surpresa chego ao final e o Akiva confessa que matou - ou que ajudou a matar - não só o Brimstone mas a família toda da Karou e apesar de já estar à espera que isso acontecesse eventualmente estava mais a preparar-me que acontecesse, sei lá, no último livro?). 

Outro pormenor que gostei bastante foi a história contada dentro da história principal. Só não adorei do fundo do meu coração porque não fiquei assim tão surpreendida com a grande revelação - já estava à espera de algo assim, só não tinha ainda percebido como a autora iria explicar a logística dessa coisa toda. 

No final, tenho de concordar com a hype - este livro é excelente, o mundo é excelente e a escrita da Laini Taylor só ajuda. Já tinha saudades de um livro young adult assim. Recomendo a todos os fãs de fantasia, seja ela high fantasy ou fantasia urbana.

My Rating: 10/10    

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Novidades! - End of Days de Susan Ee

Para aqueles que não conhecem - provavelmente a maioria - Penryn & the End of Days é uma distopia, pós-apocalíptica e também uma das minhas sagas favoritas.

E este é o terceiro livro:



E estas são as informações da Goodreads sobre o livro:


Paperback, 336 pages
Expected publication: May 12th 2015 by Hodder & Stoughton


E esta é a informação que está na sinopse: 

End of Days is the explosive conclusion to Susan Ee’s bestselling Penryn & the End of Days trilogy.

Sinceramente, não sei se hei de ficar feliz porque são menos livros - o que quer dizer que não vou ter de esperar tanto tempo para saber o que vai acontecer - ou então ficar muito triste e deprimida porque vai acabar já em Maio e eu quero mais. O facto de só serem três livros quando já esperava cinco, deixa-me um sabor amargo na boca, como se o que nós, leitores, vamos ter, vai ser menos do que aquilo a que tínhamos direito. 

A verdade é que estou um pouco mais inclinada para este último estado de espírito. Tenho medo que o final seja demasiado apressado, sem o desenvolvimento suficiente da história, das personagens e das relações entre elas, para que seja uma boa conclusão para estes dois primeiros livros - que foram excelentes. 

Todavia só lendo o livro é que posso ter a certeza se é uma desilusão, esta conclusão da trilogia ou então uma agradável surpresa e mais um livro para acrescentar à lista de favoritos. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

The Retribution of Mara Dyer - Michelle Hodkin

Li este livro em menos de 2 dias.

Isso raramente acontece.

Eu conto pelos dedos os livros que devorei desta maneira.




É assim que tudo começa:

"My name is not Mara Dyer, but my lawyer told me I had to choose something. A pseudonym. A nom de plume."

E é assim que tudo acaba.

Esta é uma leitura perfeita para um dia sombrio, de chuva, onde a luz provem apenas da lareira acesa para combater o frio. Mas nem um lareira combate os arrepios que estes livros trazem. 

Eu não quero, mais uma vez, dar spoilers, mas cuidado na mesma que nunca se sabe o que pode acontecer.

As personagens são fantásticas - desde a Mara Dyer, uma rapariga que é um pouco maluca (talvez) até ao Noah Shaw, o rapaz com a vida perfeita (ou talvez não). Depois há o Jamie, um amigo muito credível (and why is that), a Dr. Kells, os pais da Mara, as personagens que vemos nos flashbacks; todos eles nos levam a esta magnífica conclusão que nem foi demasiado lenta nem demasiado apressada e que nos voltou a mostrar a nós, leitores, porque é que gostámos tanto desta trilogia, desde o primeiro livro. O meu cérebro andou constantemente às voltas e, apesar de ter esperanças de como tudo poderia acabar, não consegui prever nada, graças ao ambiente de dúvida que não nos abandona, nem mesmo na última página. 

(Possíveis Spoilers)


A explicação que arranjaram, apesar de poder ter sido utilizada várias vezes, em livros de todos os géneros, nem sempre é uma justificação plausível para algumas características das personagens. O exemplo de um 'fracasso' é o final do Convergente ou Allegiant, que se baseou um bocado na mesma coisa. O problema era que não estávamos preparados para um coisa daquelas. Acho que a maneira como foi tudo explicado deixou muito a desenhar: ao recorrerem a algo minimamente científico podiam ter conseguido ligar o final a toda a envolvência da história, mas a verdade é que teve o efeito contrário - como não explicaram bem o suficiente pareceu-me tudo muito menos sério e real do que seria a intenção da autora. 

Neste livro, ao termos sempre uma aura de impossível misturada com a busca de explicação racional, a transição para a explicação através dos genes (supostamente justificada a partir de um livro a que temos acesso através das personagens enquanto lemos) não foi tão rebuscada. O facto de o final ficar em aberto, de não sabermos ao certo se o que os 'cientistas' diziam era verdade, ajuda a manter aquele ambiente de mistério e incerteza que acompanha a história ao longo dos três livros.

O que posso dizer mais? 
Um dos melhores livros que já li. 

My rating: 10/10 crazy stars