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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Opinião: A Monster Calls - Patrick Ness

The monster showed up after midnight. As they do.

But it isn’t the monster Conor’s been expecting. He’s been expecting the one from his nightmare, the one he’s had nearly every night since his mother started her treatments, the one with the darkness and the wind and the screaming…

This monster is something different, though. Something ancient, something wild. And it wants the most dangerous thing of all from Conor.

It wants the truth.


Estava sinceramente à espera de achar este livro pouco interessante – nunca fui muito de histórias de terror e era assim que toda a gente descrevia este livro. No entanto, dei-lhe uma hipótese, em parte por ser tão pequeno, e vim a descobrir que isto é mais um drama psicológico com um pouco de “magic realism”. Depois de ler o livro e ver o trailer do filme, até me fez lembrar o filme Bridge to Terabithia, que é um dos meus filmes favoritos de sempre. 

Dito isto, é claro que adorei o livro. É uma leitura bastante simples e rápida; atinge-nos do nada mesmo nos feels, sem sequer darmos por isso. Gosto como todo o livro parece ser uma metáfora (e que esta metáfora não é assim tão difícil de entender), mas como isso não ofusca o resto. As histórias foram brutalmente realistas e é um livro que deixa a descoberto a verdadeira essência humana – somos todos compostos por tons de cinzento, ninguém é totalmente bom ou mau. 

Mal posso esperar pelo filme e recomendo este livro a toda a gente – porque quem é que não aprecia uma leitura rápida mas maravilhosa na mesma?


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Opinião: Cruel Beauty - Rosamund Hodge

Graceling meets Beauty and the Beast in this sweeping fantasy about one girl's journey to fulfill her destiny and the monster who gets in her way-by stealing her heart.

Based on the classic fairy tale Beauty and the Beast, Cruel Beauty is a dazzling love story about our deepest desires and their power to change our destiny.

Since birth, Nyx has been betrothed to the evil ruler of her kingdom-all because of a foolish bargain struck by her father. And since birth, she has been in training to kill him.

With no choice but to fulfill her duty, Nyx resents her family for never trying to save her and hates herself for wanting to escape her fate. Still, on her seventeenth birthday, Nyx abandons everything she's ever known to marry the all-powerful, immortal Ignifex. Her plan? Seduce him, destroy his enchanted castle, and break the nine-hundred-year-old curse he put on her people.

But Ignifex is not at all what Nyx expected. The strangely charming lord beguiles her, and his castle—a shifting maze of magical rooms—enthralls her.

As Nyx searches for a way to free her homeland by uncovering Ignifex's secrets, she finds herself unwillingly drawn to him. Even if she could bring herself to love her sworn enemy, how can she refuse her duty to kill him? With time running out, Nyx must decide what is more important: the future of her kingdom, or the man she was never supposed to love.



Não vou negar que, depois de ler 3 retellings de A Bela e o Monstro, não era fácil este livro conseguir conquistar um lugar no top. Mesmo sabendo isto, estava entusiasmada porque, pela sinopse, o livro parecia diferente dos outros, com um elemento mais interessante, que era o conjugar do conto de fadas com a mitologia grega. 

A verdade é que, o que este livro conseguiu foi deixar-me... meh. Muito meh. Muito indiferente às personagens e à história. Para além disso, este livro não tem nada de Graceling (o Graceling é mil vezes melhor), apesar de o compararem imediatamente com esse livro na sinopse. 

Primeiro os pontos positivos: 

- o conceito e o mundo – prometia tanto! Adorei o facto de termos a mitologia como uma parte essencial da história. Só gostava que a autora tivesse explorado esse elemento melhor, assim como o mundo que me pareceu muito interessante mas pouco esmiuçado. 

- o Ignifex – até gostei desta personagem, até certo ponto no livro em que caímos mais uma vez no insta-love. 

- a escrita e o elemento viciante do livro – a verdade é que fiquei curiosa sobre como seria o final e a escrita simples e convidativa ajudou bastante em manter-me interessada. Tenho muita pena em dizer que foi provavelmente graças a isto que não parei de ler a meio. 

E é só. Não consigo arranjar mais aspectos positivos. As personagens, para além do Ignifex, pareceram-me inconsistentes, provavelmente numa tentativa (falhada) em torná-las mais complexas. Achei o romance ridículo – desde insta-love a “triângulo amoroso falso”, a traições e sentimentos que me pareceram demasiado superficiais. O enredo previsível e pouco satisfatório – aí vem um passarinho salvar o dia! Onde é que eu já vi isto? Pelo menos em Lord of the Rings as águias só salvavam algumas situações e não foram o elemento que viria a resolver o conflito final (thank god…). 

Bem, como podem ver, este não foi o melhor retelling que li e muito menos o melhor livro de fantasia que li.

My Rating - ★★

domingo, 20 de dezembro de 2015

Opinião: Uprooted - Naomi Novik


“Our Dragon doesn’t eat the girls he takes, no matter what stories they tell outside our valley. We hear them sometimes, from travelers passing through. They talk as though we were doing human sacrifice, and he were a real dragon. Of course that’s not true: he may be a wizard and immortal, but he’s still a man, and our fathers would band together and kill him if he wanted to eat one of us every ten years. He protects us against the Wood, and we’re grateful, but not that grateful.”

Agnieszka loves her valley home, her quiet village, the forests and the bright shining river. But the corrupted Wood stands on the border, full of malevolent power, and its shadow lies over her life.

Her people rely on the cold, driven wizard known only as the Dragon to keep its powers at bay. But he demands a terrible price for his help: one young woman handed over to serve him for ten years, a fate almost as terrible as falling to the Wood.

The next choosing is fast approaching, and Agnieszka is afraid. She knows—everyone knows—that the Dragon will take Kasia: beautiful, graceful, brave Kasia, all the things Agnieszka isn’t, and her dearest friend in the world. And there is no way to save her.

But Agnieszka fears the wrong things. For when the Dragon comes, it is not Kasia he will choose.




Este é um daqueles livros do qual se tem falado muito e a maioria das pessoas parece ter adorado o livro. Por causa disto, não queria ler o livro com expectativas muito altas, mas também era inevitável que isso acontecesse. 

O início deixou-me um bocado aborrecida porque não parecia sair da cepa torta - demorei uma eternidade a chegar às cenas de ação, ou às cenas mais intrigantes. A partir do momento em que a Agnieszka começa a perceber que tem magia, aí as coisas começam a ficar interessantes, passando de cenas de ação, para cenas ainda mais emocionantes e cheias de aventura. Tirando o início, a única coisa que me deixou um bocado desapontada em relação à história foi o final, que, apesar de imaginativo e original, pareceu-me demasiado... simples? Não sei, estava à espera de um final mais emocionante e cheio de momentos de ação e não algo mais sentimental e com tanto romantismo. Foi quase um final de contos de fadas e, apesar deste livro ser um retelling estava à espera de outra coisa. 

A história é boa, mas o que fez do livro tão bom, para mim, foram as personagens e a escrita.

Estas personagens são muito diferentes daquelas a que estou habituada na fantasia. A Agnieszka parece aquela heroína inocente e sem personalidade que acaba por ser nem mais nem menos do que uma "donzela em apuros", mas acaba por demonstrar a sua força e a sua inteligência nos momentos mais surpreendentes. O Sarkan (aka The Dragon) é um herói de fantasia ainda mais único - com a sua personalidade forte, ele é mal-humorado, perspicaz, um excelente feiticeiro, teimoso, muitas vezes desagradável, mas também boa pessoa, o que o torna muito mais interessante. Também as personagens secundárias têm um papel muito importante, desde as mais cruéis, àquelas que ajudaram na luta contra a Floresta e que sempre apoiaram as duas personagens principais. 

Achei a escrita da autora muito bonita - mesmo sendo simples complementou a história muito bem e tornou-a ainda mais viciante. 

Infelizmente, este não foi um dos meus livros favoritos do ano, mas é definitivamente uma excelente leitura e recomendo a toda a gente que goste de fantasia e retellings.

My Rating: ★★★★★★★

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Opinião: Fan Art - Sarah Tregay

When the picture tells the story…

Senior year is almost over, and Jamie Peterson has a big problem. Not college—that’s all set. Not prom—he’ll find a date somehow. No, it’s the worst problem of all: he’s fallen for his best friend.

As much as Jamie tries to keep it under wraps, everyone seems to know where his affections lie, and the giggling girls in art class are determined to help Jamie get together with Mason. But Jamie isn’t sure if that’s what he wants—because as much as Jamie would like to come clean to Mason, what if the truth ruins everything? What if there are no more road trips, taco dinners, or movie nights? Does he dare risk a childhood friendship for romance?

This book is about what happens when a picture reveals what we can’t say, when art is truer than life, and how falling in love is easy, except when it’s not. Fan Art explores the joys and pains of friendship, of pressing boundaries, and how facing our worst fears can sometimes lead us to what we want most.


As minhas expectativas não estavam muito altas quando comecei a ler este livro, principalmente porque a maioria das pessoas que sigo no goodreads deu-lhe apenas 3 estrelas. Infelizmente vou ter de concordar com elas.

O melhor aspecto deste livro é que é uma leitura fácil, rápida e agradável. As personagens foram interessantes o suficiente para me manter interessada no livro até ao fim, apesar de haver momentos em que só me apeteceu abanar algumas delas, pelas coisas parvas que não paravam de fazer.

Quanto à história... bem, não é nada de original como o título poderia dar a entender. Gostava que tivesse sido algo mais relacionado com fan art em vez de ser apenas sobre a vida do Jamie, que por acaso num momento ou outro se relaciona com fan art. Para além da falta de originalidade, este livro também é muito previsível - consegui perceber coisas a milhas do final. Isto tudo deixou-me um pouco desapontada, pois acabou por não se distinguir dos milhares de romances contemporâneos young adult que andam por aí.

Para além destes aspectos e do livro em si, este ano já li dois romances, dentro do mesmo género, que foram parar aos meus favoritos (e reli o meu favorito) por isso este tinha um longo caminho para percorrer, para se conseguir equiparar a esses. É, sim, um livro agradável; é pena é não ser mais do que isso.

My Rating: 6,75/10

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Opinião: Eu Dou-te o Sol - Jandy Nelson



Jude e o seu irmão gémeo Noah são inseparáveis. Aos 13 anos, Noah é um jovem tímido e solitário que adora desenhar. Jude, pelo contrário, é extrovertida, tagarela e sociável. Três anos mais tarde, tudo se altera. Jude e Noah mal falam um com o outro. Um trágico acontecimento afetou os gémeos de forma dramática… Até que Jude conhece Guillermo Garcia na Escola das Artes, um escultor ousado e bem-parecido que vai ter um papel determinante na vida dos irmãos. O que os gémeos não sabem é que cada um deles conhece somente metade da história das suas vidas e, se conseguirem reaproximar-se, terão a oportunidade de reconstruir o seu mundo.


(Cuidado com os spoilers!!!)

Aqui há um mês olhei para este livro e perguntei-me porque é que ele não estava na minha tbr quando tem uma capa tão linda. Por isso, arranjei uma sample e li as primeiras páginas. Escusado será dizer que as páginas que li só ajudaram, porque passado pouco tempo descobri que havia em português e comprei-o logo.

Não podia estar mais contente com esta compra, porque adorei este livro do fundo do meu coração.

Em Eu Dou-te o Sol acompanhamos a vida dos irmãos gémeos, Jude e Noah: o Noah narra a história quando ambos tinham 13-14 anos enquanto a Jude narra os acontecimentos presentes, aos 16 anos. A escrita que acompanha esta história foi o que me conquistou primeiro - é uma escrita linda, muito artística e figurativa, mas não em demasia, ou seja, continuamos a perceber perfeitamente como são as coisas na realidade e o que é que o Noah e a Jude querem dizer quando começam a dizer coisas malucas e sem sentido aparente. Para além disso, a escrita também transmite muito bem as suas personalidades, que por vezes parecem muito parecidos e noutras vezes parecem completos opostos.

A história não é nada de espectacular; é, até, algo previsível, apesar de ter pontos originais e engraçados que me fizeram esquecer um pouco a previsibilidade. O que eu gosto bastante neste livro é como as vidas das personagens estão todas interligadas e emaranhadas.

E, agora, o melhor deste livro: as personagens. Começamos por conhecer o Noah, um rapaz que, aos 13 anos, já é um pintor genial, quer no papel quer na sua mente, onde guarda um museu invisível com imagens e mais imagens que "pinta" nos seus pensamentos. Foi ele quem esteve mais próximo de ser a minha personagem favorita neste livro (eu gosto de todas por isso é realmente muito difícil escolher) - adorei a sua diferença, o facto de ele preferir ser diferente, original e ele mesmo em vez de pôr "retardante de chamas" e ser normal; adorei a sua luta interior, os seus erros e os seus defeitos. Também adorei a sua relação com a irmã e também a que teve com o Brian.

Quando passamos para a parte em que os gémeos têm 16 anos parece estar tudo ao contrário: a Jude é a esquisita, o Noah o normal, o Brian desapareceu e a mãe deles está morta. Gostei muito mais da Jude aos 16 anos do que aos 13, mas é a Jude que aparece no final do livro que eu gosto mesmo - forte, decidida, uma Jude que se "soltou da pedra" e que engloba todas as outras de modo a que seja o mais "ela própria" possível.

Quanto às personagens secundárias: o Oscore é uma personagem super estranha, caótica e interessante e gostava de ter visto um pouco mais dele; o Guillermo "é o tipo de homem que quando entra numa sala as paredes caem", um escultor incrível que vive com a dor da perda, um homem feroz, mas que mostra ser muito mais que isso, mostra ter tanta emoção e tanta complexidade apesar do seu aspecto assustador e adorei-o por isso; os pais do Noah e da Jude também são muito interessantes, com os seus defeitos, mas também com as suas inúmeras qualidades, mostram que as pessoas nunca são tão perfeitas quanto pensamos e que isso nem sempre importa (ninguém é perfeito, não é?); gostava que o Brian também tivesse aparecido mais, todavia nas ocasiões em que apareceu, fiquei sempre muito contente, não só pela sua relação com o Noah, mas também porque tem uma personalidade única, apesar de por vezes parecer "normal".

Tal como as personagens, este livro tem as suas qualidades e defeitos, mas neste caso, até gostei da maioria dos defeitos. O que posso dizer? Não é possível escolher que livros vamos ou não gostar, mesmo que tenhamos consciência de que não são perfeitos.

Vou certamente reler este livro e recordar estas personagens e as suas histórias durante muito tempo. Se gostam de romance contemporâneo, nomeadamente young adult, têm mesmo mesmo de ler este livro.

My Rating: 10/10

sábado, 20 de junho de 2015

Me and Earl and the Dying Girl - Jesse Andrews

Greg Gaines is the last master of high school espionage, able to disappear at will into any social environment. He has only one friend, Earl, and together they spend their time making movies, their own incomprehensible versions of Coppola and Herzog cult classics.

Until Greg’s mother forces him to rekindle his childhood friendship with Rachel.

Rachel has been diagnosed with leukemia—-cue extreme adolescent awkwardness—-but a parental mandate has been issued and must be obeyed. When Rachel stops treatment, Greg and Earl decide the thing to do is to make a film for her, which turns into the Worst Film Ever Made and becomes a turning point in each of their lives.

And all at once Greg must abandon invisibility and stand in the spotlight.


Comecei a ler este livro porque o trailer do filme me despertou o interesse pela história e pelas personagens - para além disso queria ler o livro antes de ver o filme. 

Escusado será dizer que, mais uma vez, as minhas expectativas estavam demasiado altas. E, como seria de esperar, acabei desapontada. 

Não é que o livro seja mau: o Greg é um narrador com uma voz única e interessante; o Earl é uma personagem que, mesmo sendo mais estranho que interessante, eu acabei por gostar; a história em si é original, tendo em conta que é sobre o liceu, sobre uma rapariga com cancro e sobre dois rapazes que fazem filmes.

Apesar de tudo isto ser muito giro, acabei por ficar um bocado aborrecida a meio do livro. Às tantas estava a ler apenas porque queria começar a ler outro livro qualquer. Inicialmente, consegui adaptar-me ao sentido de humor do livro e da escrita, contudo, a certa altura, deixei de achar piada e comecei a achar que alguns comentários eram apenas estúpidos. Não sei se esse era o objetivo, mas se era, não gostei particularmente desse método. 

Dito isto, a única coisa que posso acrescentar é que esta é apenas a minha opinião - há muita gente que gostou e que pode vir a gostar deste livro, apenas não aconteceu isso comigo. 

My Rating: 6,5/10

sexta-feira, 13 de março de 2015

Fighting Silence - Aly Martinez

Sound is an abstract concept for most people. We spend our lives blocking out the static in order to focus on what we believe is important. But what if, when the clarity fades into silence, it's the obscure background noise that you would give anything to hold on to?

I've always been a fighter. With parents who barely managed to stay out of jail and two little brothers who narrowly avoided foster care, I became skilled at dodging the punches life threw at me. Growing up, I didn’t have anything I could call my own, but from the moment I met Eliza Reynolds, she was always mine. I became utterly addicted to her and the escape from reality we provided each other. Throughout the years, she had boyfriends and I had girlfriends, but there wasn't a single night that I didn’t hear her voice.

You see, meeting the love of my life at age thirteen was never part of my plan. However, neither was gradually going deaf at the age of twenty-one.

They both happened anyway.

Now, I'm on the ropes during the toughest battles of my life.
Fighting for my career.
Fighting the impending silence.
Fighting for her.

Every night, just before falling asleep, she sighs as a final conscious breath leaves her.

I think that's the sound I'll miss the most. 



Eu pensava mesmo que ia adorar este livro. E no início até foi isso que aconteceu. O problema foi o resto. Pensava que partindo de um tema um pouco invulgar, o livro poderia tornar-se diferente num bom sentido, mas para ser sincera acabou apenas por ser aborrecido. 

Gostava mesmo de ter gostado do livro. Fiquei muito entusiasmada com o livro e queria mesmo ver no que isto ia dar - se ia ser principalmente romance ou igualmente concentrada na história do Till como desportista. E apesar de ter havido algumas partes interessantes, também neste aspecto o livro pareceu-me ficar muito a... arranhar a superfície. 

O principal benefício de ter lido este livro foi dar-me vontade de ler o Fight Club, o qual já queria ler algum tempo, mas que nunca tive coragem de arranjar.

My Rating: 5/10

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

More Than This - Patrick Ness

A boy drowns, desperate and alone in his final moments. He dies.

Then he wakes, naked and bruised and thirsty, but alive.

How can this be? And what is this strange deserted place?

As he struggles to understand what is happening, the boy dares to hope. Might this not be the end? Might there be more to this life, or perhaps this afterlife?



Eu normalmente prefiro saber o que estou a ler antes de começar a ler. Com este livro não sabia bem o que poderia sair dali em parte porque não queria saber e também porque a sinopse era muito vaga. Pensava que ia ser algo mais paranormal em vez daquilo que foi.

Até um pouco menos de meio do livro continuei a pensar que assim fosse. A verdade é que o livro começa com um rapaz a morrer e pouco mais sabemos sobre ele do que a sua morte. Só que ele acorda, num sítio que lhe é familiar. E mais pormenor, menos pormenor, mais história da vida dele ou menos história - a primeira parte do livro restringe-se a isto.

É aí que eu fico surpreendida. Seria de esperar que este fosse um livro de ficção científica mas eu tinha esperanças que não fosse, porque não sou grande fã do género. Robôs e tecnologias, tudo linhas direitas e luzes e electricidade. Eu sou mais do campo da fantasia e nada disto me agrada por demais. Contudo estes elementos (em parte) vão sendo introduzidos no livro, para criar uma distopia estranha.

A verdade é que eu gostei bastante do livro - as personagens são excelentes, o conceito e as suas histórias de vida das personagens são interessantes. No entanto, os elementos científicos deram um ar à história que não é algo que eu goste por aí além. Também achei o final demasiado abrupto e incerto, que - apesar de nalguns livros resultar bem, como é o caso - eu não gosto muito. Este foi mesmo muito abrupto e a as minhas esperanças para o final foram despedaçadas.

No final gostei muito, ainda mais porque é um stand alone (o primeiro do género que leio este ano), mas estava à espera de mais. Esperava 10/10 por toda a hype à volta do livro e do autor, todavia só consigo dar:

My Rating: 8/10

sábado, 27 de setembro de 2014

Em busca de Standalone's


Uma coisa que eu tenho muita dificuldade a encontrar são standalone's que estejam à altura de muitas das sagas que li e que ainda tenho por ler, das quais falam muito bem. De vez em quando lá encontro um ou dois, mas ou são apenas romances mainstream como a maioria dos stand alones que conheço, ou não são do meu interesse. Todavia já tive a sorte de encontrar uns que passaram diretamente para a minha lista de livros favoritos.

Para as pessoas que são como eu e que gostam de um bom standalone once in a while, ficam aqui duas recomendações.

Sinopse aqui

Graceling - Kristin Cashore

Antes de começar a ler este livro, já ouvia grandes coisas sobre ele. Quando o descobri à venda em português, não perdi qualquer tempo em ir comprá-lo. 
Com personagens diferentes da maioria dos livros YA (young adult) - a ausência da rapariga indefesa e do bad boy são de sublinhar - começa logo desde as primeiras páginas a mostrar-nos o talento desta autora. A história não é das mais originais de sempre, mas isso não a impede de ter sido muito bem conseguida. 

A minha questão com este livro era se iam estragá-lo com continuações desenxabidas (como na trilogia Divergente ou na Study Series). Fiquei mais do que contente ao saber que este livro era um stand alone e que os outros eram no mesmo mundo mas com personagens diferentes. Claro que gostaria de acompanhar estas personagens durante mais livros, mas mais vale ficar por aqui do que continuar e não ser do meu agrado. 

Sinopse aqui

Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe - Bejamin Alire Sáenz

Foi com grande entusiasmo que fiz o download deste livro e o comecei a ler. Esperava grandes coisas, visto que li excertos que me deixaram com as expectativas extremamente altas. 

Este romance traz-nos dois rapazes latino-americanos: o Ari - o narrador - e o Dante.

Mesmo que este não seja o vosso tipo de livro, give it a try, porque isto tem algo de mágico. O estilo como é contada a história é poético e leva-nos à descoberta dos segredos do universo; não aqueles que a ciência tenta desvendar, mas sim aqueles com que nos deparamos diariamente. 

Não me vou estender mais, primeiro porque não há palavras para descrever o quanto gostei deste livro, mas também porque eu gostei de me aventurar nesta leitura com pouco conhecimento da obra, por isso vou permitir-vos o mesmo. 


~Em breve vou apresentar mais dois standalones que também gostei imenso, mas por enquanto, ficam aqui estes para o vosso proveito~