sábado, 30 de janeiro de 2016

Recomendações (#2): The Mortal Instruments e The Hunger Games

Agora passando aos grandes públicos, hmmm. O facto de haver tantas pessoas a gostar destas duas sagas complica muito a coisa, mas esta é apenas a minha opinião e vou recomendar aqueles livros mais desconhecidos que eu mais gostei e que penso que os fãs destas sagas vão também gostar mais. 


Se gostaram de....



...eu recomendo:

Uspoken - Sarah Rees Brennan

Estes dois livros não são propriamente parecidos em termos de história, mas o Uspoken foi um livro que li depois (e durante) a minha febre por The Mortal Instruments e a verdade é que o adorei. O romance faz lembrar um pouco aquele que temos em TMI e o género de personagens também me chamou à atenção por serem tão boas (e algumas melhores *caugh caugh* a Kami é 500 mil vezes melhor que a Clary *caugh caugh*) quanto as de TMI. E tem magia. E mistério. Não há como não gostar!



Se gostaram de....



...eu recomendo:

Red Rising - Pierce Brown

Eu queria recomendar um livro menos conhecido, mas tenho de ser sincera e admitir que, dos que li, este é o que eu sinto que se assemelha mais a The Hunger Games, não só em termos de assunto e situação (também há uma espécie de arena e uma espécie de jogos e toda aquela antítese entre um povo pobre, que é escravizado em prol de uma minoria rica e importante), mas também em termos de qualidade. Eu não sou grande fã de distopias e ficção científica, no entanto, este livro deixou-me mind blown

domingo, 24 de janeiro de 2016

Em Português: o que já li e o que gostava de ler

É importante defender o que é nosso, mas no que toca à literatura por vezes não o consigo fazer. Isto porque em Portugal não se produz muito do género que gosto e muitas vezes acabo por escolher livros de autores estrangeiros em vez de autores portugueses por causa desta falta de visibilidade e diferença de estilos. Mas já li alguns livros made in Portugal. Os que mais gostei, de todos os que li, foram estes:


Como podem ver, comparativamente com o total de livros que eu li, isto é muito pouco. Por outro lado, ultimamente tenho ficado interessada em alguns livros de autoria portuguesa ou escritos originalmente em português. Ficam aqui alguns deles: 

  

 

O meu objectivo é tentar encontrar livros portugueses, mas de géneros mais modernos e mais a meu gosto, como por exemplo de fantasia. Alguém tem recomendações? 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Opinião: Touch of Power (Healer #1) - Maria V. Snyder

Laying hands upon the injured and dying, Avry of Kazan assumes their wounds and diseases into herself. But rather than being honoured for her skills, she is hunted. Healers like Avry are accused of spreading the plague that has decimated the Territories, leaving the survivors in a state of chaos.

Stressed and tired from hiding, Avry is abducted by a band of rogues who, shockingly, value her gift above the golden bounty offered for her capture. Their leader an enigmatic captor-protector with powers of his own is unequivocal in his demands: Avry must heal a plague-stricken prince, the leader of a campaign against her people.

As they traverse the daunting Nine Mountains, beset by mercenaries and magical dangers, Avry must decide who is worth healing and what is worth dying for.


Uma das razões que me levou a ler este livro foi o facto de ser uma trilogia que já está concluída. Digam o que disserem, isso vai ser sempre um grande "plus" para mim. O outro grande "plus" é o facto de já conhecer a autora e de já ter gostado muito de livros dela (principalmente o Poison Study). No entanto, este último aspecto tornou-se num dos maiores defeitos do livro, mas já vamos ver porquê.

Primeiro, a história. O facto de a maior parte da acção ter sido em viagem, de um lado para o outro do mundo, ajudou bastante a perceber melhor o mundo e até a geografia (quase que nem precisamos do mapa). Também houve mais oportunidades de desenvolvimento das relações entre as personagens. Quanto ao enredo em si, é uma ideia original e eu gostei bastante do que a autora nos apresentou. Acho que o que falhou mais neste aspecto foi a magia e as criaturas mágicas - houve algumas inconsistências nalgumas explicações e a parte da magia pareceu-me demasiado parecida com a de Poison Study.

O que gostei mais neste livro, foram as personagens. A Avry faz-me lembrar a Yelena e o Kerrick o Valek (e gosto bastante mais dos segundos), mas mesmo assim conseguiram distinguir-se e apreciei a inteligência e "desenrascanso" da Avry. No entanto, as personagens secundárias tiveram um papel mais importante em conquistar-me: o Belen, o Papa Bear, é sem dúvida a minha personagem favorita do livro e também gostei muito do Loren e do Quain, "the monkeys" e do Flea.

Outro ponto negativo relativamente ao livro, é que me pareceu tudo muito "forgettable", muito mais do que o Poison Study. Ainda assim, vou querer continuar a ler esta trilogia, nem que seja pela minha ship (obviamente) ou para saber o que é feito das outras personagens.

My Rating: ★★★★★★

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Recomendações (#1): Se gostaste de....então eu recomendo....


Vi este tipo de post noutro blog (não me lembro qual, mas o epicreads costuma fazer muito deste tipo de posts) e decidi que era uma excelente ideia para partilhar mais livros dos quais não falo tão usualmente! Aqui ficam então, algumas das minhas recomendações.


Se gostaram de.....

(e do resto da saga Covenant)

...eu recomendo:

Inspire - Cora Carmack

Porquê? Bem, primeiro que tudo estão ambos relacionados com mitologia grega, apesar deste primeiro livro não ter tantos elementos mitológicos quanto isso. Para além disso são os dois do género new adult e, tal como o The Return, este livro não é perfeito mas demonstra grande potencial e deixou-me muito curiosa quanto ao que vai acontecer a seguir!


Se gostaram de... 



...eu recomendo:

Know Not Why - Hannah Johnson

A primeira grande parecença é que ambos os livros são LGBTQ, mas ainda há mais semelhanças - desde o humor leve e o romance fofinho, a toda aquela questão de a personagem principal contar à família que é gay e todos os problemas que surgem nesse processo e depois da verdade ser conhecida. Só não gostei tanto deste livro por causa do Howie, que ao início fartou-se de agir como um idiota. No entanto, consegui perdoar isto graças aos últimos 3/4 do livro, que achei magníficos. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Opinião: Saga Stiletto (#1, #3 e #4) - Lauren Layne

Depois de ler o primeiro livro da saga Oxford fiquei curiosa sobre estas personagens e sobre as suas relações. Por isso, aproveitei a vontade de ler romances e li estes 3, tendo saltado apenas um dos livros (porque, não sei porquê não acho grande piada à Grace). 


(10/1) After the Kiss (Stiletto #1)

Quanto às personagens, continuo a gostar muito delas, excepto talvez a Grace, que me é indiferente. A Julie é um dos meus tipos favoritos de protagonista, com uma personalidade muito forte, mas também com a sua certa vulnerabilidade. Também gostei bastante do Mitchell, apesar de a certa altura ele ter sido um idiota (a Julie também foi, mas penso que ele tenha sido idiota mais vezes). A história, em si, não é tão leve como a do Irresistibly Yours e não me cativou tanto, principalmente mais lá para o final. Mesmo assim é um livro viciante e ficamos sempre curiosos sobre como os protagonistas vão resolver os problemas que foram surgindo e que ainda se avizinhavam.

★★★★★★


(12/1) Just One Night (Stiletto #3)

Bem, este livro não foi tão bom quanto o da Julie. A história está engraçada, mas não tão interessante quanto a dos outros dois livros que li. Também as personagens deixam um bocadinho a desejar – gostei dos pontos de vista da Riley e da personalidade dela, mas o Sam foi muito parvinho durante a maioria do livro (excepto talvez no final). Tirando estes pormenores foi uma leitura que me entreteve bastante e não diminuiu o meu entusiasmo em relação ao próximo livro e à autora.

★★★★★★

(12/1) The Trouble With Love (Stiletto #4) 

Lido num só dia! Ufa. Bem eu já sabia que ia gostar mais deste livro do que os outros da saga Stiletto. E acho que gostei tanto deste como do Irresistibly Yours. E tudo por causa de um certo e determinado Alex Cassidy. Mas para além dele, também gostei da Emma, principalmente pelo seu lado de ice queen. E a história é mais interessante que as outras duas – o facto de eles já terem um relação (romântica) anterior ao livro ajuda a tornar a sua relação mais dinâmica e, por consequência, mais interessante. Claro que também gostei do tema das entrevistas aos ex-namorados da Emma e principalmente das entrevistas a que o Cassidy assistiu. Não é, certamente, um livro perfeito mas mais uma vez a autora conseguiu deixar-me apaixonada pelas suas personagens. 

★★★★★★

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Opinião: Vicious - V. E. Schwab


Victor and Eli started out as college roommates—brilliant, arrogant, lonely boys who recognized the same sharpness and ambition in each other. In their senior year, a shared research interest in adrenaline, near-death experiences, and seemingly supernatural events reveals an intriguing possibility: that under the right conditions, someone could develop extraordinary abilities. But when their thesis moves from the academic to the experimental, things go horribly wrong. Ten years later, Victor breaks out of prison, determined to catch up to his old friend (now foe), aided by a young girl whose reserved nature obscures a stunning ability. Meanwhile, Eli is on a mission to eradicate every other super-powered person that he can find—aside from his sidekick, an enigmatic woman with an unbreakable will. Armed with terrible power on both sides, driven by the memory of betrayal and loss, the archnemeses have set a course for revenge—but who will be left alive at the end?



“Plenty of humans were monstrous, and plenty of monsters knew how to play at being human.” 

Este livro é espantoso e estou com dificuldades em arranjar palavras que descrevam o quanto eu gostei deste livro. 

Não é todos os dias que leio sobre heróis e vilões de uma forma tão direta e tão virada para a ficção científica. Normalmente, até gosto mais desse tema em filmes do que em livros. No entanto, sempre tive um fraquinho por personagens moralmente incorretas - neste caso os vilões - mas que têm também um lado bom. Este livro roda muito à volta de vilões e heróis e em como esta definição nem sempre é completamente transparente. 

Por um lado temos o Eli, genial, com um sorriso que pode convencer multidões, com uma grande fé em Deus e com muito potencial para um dia ser alguém, mas a verdade é que ele quer mesmo é ser recordado. Por outro lado temos o Victor, pragmático, também genial, apaixonado por biologia e antissocial, que passa o tempo a riscar os livros que os pais escrevem e transformando as suas palavras. Nenhum deles se sente compreendido e, cada um à sua maneira, procuram ser compreendidos, admirados e recordados. 

“I want to believe that there's more. That we could be more. Hell, we could be heroes.” 

E é sobre eles que este livro é, sobre o seu percurso deste jovens génios, a pessoas igualmente brilhantes, mas com poderes e com intenções duvidosas - desde "amigos" até inimigos à procura de vingança.

Gostei muito do facto de a autora não ter tentado explicar demasiado pormenorizadamente como é que se formam os EO's, tendo-se limitado a falar nas ideias que o Eli tinha sobre eles e na reacção dos dois protagonistas depois de se tornarem EO's. 

Enquanto a história do livro é muito boa, porque pega num tema muito usado e mostra-nos uma versão que ao mesmo tempo não é nova mas que tem o seu toque muito pessoal, são as personagens que levam o livro para outra categoria excelente. O Eli é o vilão fanático, que acredita que foi escolhido para uma missão que transcende o resto das pessoas e que faz dele um herói a seus olhos. O Victor é o vilão que usa quaisquer meios a seu dispor para alcançar o seu fim, que tortura e mata pessoas, que pensa que não tem sentimentos mas que acaba por demonstrar que consegue importar-se com (algumas) pessoas. A grande diferença entre o Eli e o Victor é a sua "visão" - o Eli acredita que os EO's são algo mau e que, supostamente, Deus quer eliminá-los e assim justifica o assassínio de inúmeras pessoas.


“When no one understands, that's usually a good sign that you're wrong.” 


Por outro lado o Victor sabe que não é uma boa pessoa, não nega que pode mesmo ser um vilão, mas isso não o impede de querer vingar-se do Eli. No início, ele não quer ficar atrás do Eli e quer mostrar que ambos escondem algo da sua personalidade, que na verdade são pessoas quebradas, diferentes, até mesmo monstruosas. Depois do Eli o trair e de o fazer ir parar à prisão, o Victor quer vingar-se dele e arruinar os seus planos; esse é o seu grande objetivo e não sabe o que quer para além disso. E depois disso, enquanto o Eli se deixa cegar pela sua crença, o Victor acaba por "ganhar" por se manter objetivo e pragmático, por conseguir perceber a realidade das coisas. E é por tudo isto que eu odiei do fundo do meu coração o Eli e adorei o Victor. Na verdade, isto mal descreve porque é que eu gosto tanto do Victor, porque às tantas nem consigo explicar. Ele é simplesmente awesome. 

“If Eli really was a hero, and Victor meant to stop him, did that make him a villain?
He took a long sip of his drink, tipped his head back against the couch, and decided he could live with that.” 

Também as personagens secundárias me deixaram surpreendida pela positiva - o Mitch com a sua maldição; a Sydney com a sua inocência e ao mesmo tempo a sua maturidade; a Serena, com a dicotomia de querer que a desafiem, mas querer também ser obedecida. 

E depois para termos a cereja no topo do bolo, que é aquele finaaaal~ Ainda me dá vontade de sorrir que nem uma maníaca e saltar de entusiasmo e principalmente ainda me dá vontade de poder ler mais. Adorava que houvesse uma continuação, mas sei que isso podia arruinar a perfeição do livro como stand alone, por isso não estou assim tão triste. 

Por último, não posso deixar de referir a escrita da autora, que eu já tinha apreciado no A Darker Shade of Magic, mas que neste livro deu aos leitores aquelas fantásticas citações e claro, a essência do Victor e do Eli. 

Simplesmente fantástico.

My Rating:★★★★★★★ 

ou, se pudesse ser, todas as estrelas que há no céu

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Novos Ratings: agora com estrelinhas a sério!

Achei melhor fazer um post para lembrar a forma como eu dou um rating a um livro. Primeiro têm aqui a divisão por estrelinhas:

★★★★★★★★★★ - Amei/Favorito
★★★★★★★★★ - Adorei
★★★★★★★★ - Gostei muito
★★★★★★★ - Gostei, mas não estou "wowed"
★★★★★★ - Gostei mas...
★★★★★ - Não aquece nem arrefece/Meh
★★★★ - Not for me/Meeh
★★★ - Não gostei
★★ - Ugh, não gostei nada
★- Um dos piores livros que já li/ Odeio do fundo do meu coração

Mas depois também há diferenças no que toca a géneros. Quando leio um romance espero ter uma experiência bastante diferente de quando leio um livro de fantasia épica - posso dar a livros de ambos os géneros 10 estrelinhas, mas no fundo, acabo por dar um pouco mais valor à fantasia épica porque é necessário o livro brilhar em mais pontos para eu lhe dar a pontuação máxima.

E claro, não se podem esquecer que esta é apenas a minha opinião, que eu normalmente tento justificar de forma mais imparcial, mas nem sempre consigo fazê-lo.