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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Opinião: Sonhos de Deuses e Monstros (#3) - Laini Taylor

(spoiler alert!)


Dois mundos estão à beira de uma guerra cruel. Através de um assombroso ardil, Karou assumiu o controlo da rebelião das quimeras e tem a intenção de as desviar do caminho da vingança extrema. O futuro depende dela.
Quando o brutal imperador serafim traz o seu exército para o mundo humano, Karou e Akiva estão finalmente juntos - se não no amor, ao menos numa aliança provisória contra um inimigo comum. É uma versão alterada do seu antigo sonho, mas ambos começam a ter esperança de que será possível forjar um destino alternativo para os seus povos e, talvez, para si próprios.
Porém, com ameaças ainda maiores a desenharem-se, serão Karou e Akiva fortes o suficiente para se erguerem entre anjos e demónios?

Das cavernas dos Kirin às ruas de Roma, humanos, quimeras e serafins lutam, amam e morrem num cenário épico que transcende o bem e o mal, nesta impressionante conclusão da trilogia bestseller Entre Mundos.



Eu não faço ideia como devo exprimir os meus sentimentos relativamente a este livro. As minhas emoções andaram o tempo todo aos pulinhos enquanto lia o livro, mas agora estou a entrar numa book hangover, porque acabou e foi demasiado para o meu coração e eu quero mais. Não me importava nada de saber o que vai acontecer na próxima "batalha", quero saber também o que vai acontecer entretanto e acompanhar estas personagens durante mais um bocadinho. 

No primeiro livro descobrimos um mundo novo e mágico, romântico e com milhões de possibilidades; no segundo livro vemos todos os lados da guerra, o sofrimento, a esperança e a falta dela, reviravoltas e mais reviravoltas. Neste último livro,  o passo lento dos anteriores mantém-se, enquanto caminhamos para uma conclusão inesperada. Para algumas pessoas o facto de a narração demorar o seu tempo até atingir momentos de maior clímax pode ser algo mau, já que nem toda a gente acha piada a livros lentos (para além disso, nem todos os autores conseguem escrever um livro bom e lento). Para mim, esta lentidão deu mais profundidade à história, deu mais espaço às personagens para crescer e deu para as conhecer melhor. E estas personagens são fantásticas. Adoro a Karou e o Akiva e sempre torci por eles, mas acho que quem brilha, aqui, são as personagens secundárias. A Zuze é uma personagem fantástica, forte e alegre; a Liraz é uma força da natureza e adorei vê-a a baixar as suas protecções com alguém - se no início não gostava dela, agora é completamente ao contrário; o Ziri demonstrou uma grande evolução, uma maturidade inesperada, mas sem deixar de ser o doce Ziri (ele deixou-me a chorar e a rir e é definitivamente a minha personagem favorita neste livro); até a Eliza foi uma surpresa, nunca pensei que o seu papel viesse a ser tão importante.

Quanto à história em si, não posso dizer que fosse previsível. Foi uma conclusão diferente da que esperava, mas isso não foi mau de todo. Ainda bem que estas personagens tiveram direito a um "final feliz" apesar de não ser um final mesmo e apesar de a felicidade poder não ser duradoura. 

A Laini Taylor tem uma qualidade que eu encontrei em poucos escritores - não nos mostram apenas as palavra, mostram-nos obras de arte na forma de uma história e personagens quase reais. A escrita desta autora é, sem dúvida, das minhas favoritas (e resultou incrivelmente bem em português), misturando uma prosa em parte poética, mas também engraçada e subtil, que mesmo quando não se está a passar muita coisa, parece que está a acontecer um turbilhão de coisas ao mesmo tempo. Outro aspecto que adorei foi o facto de o livro deixar o leitor constantemente à espera do pior, mas ao mesmo tempo com esperança que todos eles acabem felizes e concretizados e que sobrevivam. Também admiro o facto de haver pormenores ao longo da história que acabam por ter um papel muito importante na conclusão da trilogia.

Só posso dizer uma coisa: adorei esta trilogia, recomendo e espero poder ler mais livros da autora em breve.

My Rating: ★★★★★★★★★★

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Tops e Listas (Agosto #1): Livros que me fizeram chorar

Como já há muito tempo que não faço tops, decidi começar a fazer pelo menos um todos os meses. Podia fazer todas as semanas, mas arranjar temas tão regularmente seria uma verdadeira chatice e eventualmente deixava de ter imaginação para mais tops.

Aviso já que nem todos os livros que estão neste top me fizeram chorar baba e ranho. Alguns deixaram-me com lágrimas nos olhos, outros apenas me deram vontade de chorar (na maior parte das vezes consigo controlar-me, visto que há pessoas à minha volta). 


(Possíveis semi-spoilers e spoilers)
 apesar de eu ter tentado evitar spoilers o mais possível

Quem não adora livros sobre roadtrips? Sei que eu adoro e de todos os (romances contemporâneos sobre roadtrips) que li este é o meu favorito.
Estava muito bem a ler o livro e, de repente, começo a ler uma parte mais triste e lá estou eu a chorar.


Por muito que se esperasse que aquilo acontecesse, foi demasiado triste, ugh, the feels!


Mais um final que eu esperava e que mesmo assim me fez ficar com vontade de chorar (já não sei se chorei ou não, mas penso que me vieram as lágrimas aos olhos).


Fiquei com as lágrimas nos olhos, principalmente, porque esta história é tão linda e tão perfeita.


Lágrimas de alegria, de tristeza, de frustração, you name it. Este livro foi um completo cryfest, não só na primeira leitura, mais também na segunda.


Este foi o segundo livro que li do Nicholas Sparks (depois de O Diário da Nossa Paixão) e não estava habituada aos finais meio trágicos que ele costuma utilizar, por isso fiquei um pouco de coração partido.


A partir de meio do livro, o que não faltou foram momentos tristes e sofrimento e personagens a morrer, etc. Não será de admirar quando digo que chorei e tive vontade de chorar em várias ocasiões.


Este livro é um molho de feels e momentos emocionantes e finais felizes e isto é demais para o meu coraçãozinho.


Personagens favoritas a morrer, like always.

10 - The Book Thief 

A morte é a narradora deste livro por isso quem não leu pode imaginar o que para aqui vai.