terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Promessa de Kushiel e a Saga Kushiel - Jacqueline Carey

Depois da minha última experiência com fantasia, fiquei muito pouco entusiasmada com o género em geral e tendo em conta que os últimos livros que comprei são maioritariamente de fantasia isso era um problema. Por isso peguei num livro que já sabia que ia gostar. E não é que gostei ainda mais do que estava à espera?

Já comecei a ler esta saga há muito tempo - já lá vão mais de 3 anos - e o livro anterior, li-o há quase um ano. Não me lembrava de muita coisa. E como eu sou preguiçosa e não quis reler, aqui vou eu sem me lembrar de nada.



Devo dizer que não fez grande diferença. E mesmo que fizesse não era isso que ia diminuir o quanto eu gostei deste livro. Depois de três livros cheios de intrigas e enredo até mais não e depois do 3º livro ter acabado num horrível cliffhanger, este levou-nos por uma aventura, por mar e por terra, que nos deu a conhecer novas personagens - e gostei muito de todas - e recordou personagens que já tinham um lugar no nosso coração. A história está muito bem construída, com fios que conectam acontecimentos que não esperaríamos - quando começamos a perceber o quão complexa é a rede de acontecimentos e histórias neste livro, já estamos completamente apanhados pela corrente.
E a escrita só ajuda a tornar esta uma história espectacular - mesmo com a tradução a história tem uma musicalidade e um vocabulário característico, já para não falar das línguas que foram 'inventadas' a partir dos vários povos da Europa ou simplesmente incorporadas no discurso.

Também as personagens principais evoluíram muito comparativamente ao livro anterior, o que me deixou surpreendida - pensava que ia demorar mais até mostrarem outro tipo de atitude em relação a alguns... assuntos.

No fundo este é um dos melhores livros de fantasia que eu já li e não consigo não pôr este e os restantes livros na minha lista de favoritos. Isto sim é fantasia!

My Rating: 10/10

sábado, 24 de janeiro de 2015

Ao no Exorcist - Blue Exorcist

Antes de ler Ao No Exorcist só tinha lido alguns capítulos de Fairy Tail e uma outra manga, Horimiya. Antes costumava ver muito anime, agora não tanto porque também leio mais livros.


No entanto, Ao no Exorcist foi uma daquelas mangas que eu não conseguia deixar de ler por nada. Logo no primeiro capítulo dá para ver o quão boa a história é. Em anime e manga este tipo de histórias são as minhas favoritas - das que vi, pelo menos -, mas nem vos sei explicar que tipo de história é exactamente.

As personagens são das melhores de sempre (Okumura Rin e Mephisto Pheles) e a história e mundo dos exorcistas é um mundo que tem muito potencial, que em 63 chapters não foi explorado muito a fundo - e mesmo assim a manga é mesmo muito boa. Mal posso esperar pelos chapters em que iremos ver o potencial desta manga concretizar-se. Espero que corresponda às minhas expectativas.

E isto só me deixa mais entusiasmada para ler mais manga (de momento estou a ler deadman wonderland) e ver mais anime (Fullmetal Alchemist: Brotherhood).


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Here Be Sexist Vampires e The Bite That Binds - Suzanne Wright

O que me chamou a atenção para o Here Be Sexist Vampires foi a capa simples e o título estranho. Encontrei-o por acaso no Goodreads e já andava há algum tempo a querer lê-lo.

Normalmente, não sou a maior fã de vampiros, mas para ser sincera, há meia dúzia de vampiros nos livros que vou lendo que parecem ter intenções de mudar a minha opinião sobre vampiros.

E é por isso que eu gostei muito do primeiro livro - as personagens são muito cativantes e têm um mundo e história interessantes para os ajudar. Gostei particularmente da Sam - tendo em conta a dificuldade que tenho em arranjar heroínas que eu goste, a Sam foi uma agradável surpresa. O Jared também é um vampiro que se pode insinuar na categoria de awesome apesar de não chegar bem ao mesmo nível de outros vampiros - o Gavriel (The Coldest Girl in Coldtown) e o Vlad Tepesh (Night Prince) são dois bons exemplos desses tais vampiros.

O segundo livro não gostei tanto, mas nem sei bem porquê - as personagens continuam excelentes e pudemos ver mais coisas do seu passado. A história também estava gira, mas acho que preferi a do primeiro livro - mesmo sendo mais simples e menos 'problemática'.

Para todas as pessoas que gostam de vampiros, este livro é um must. Os que não gostam... bem também não haverá mal em dar uma oportunidade ao livro, desde que gostem de romance.

My Rating: 8,2/10 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Na Casa do Rei Dragão - Stephen Lawhead

High Fantasy - não penso que haja tradução para português deste subgénero da Fantasia - é possivelmente o meu género favorito. Se não percebem o que quero dizer imaginem todos os livros do género de O Senhor dos Anéis, O Nome do Vento, As Brumas de Avalon, O Império Final, Game of Thrones, etc.

Apesar de gostar mesmo muito de livros deste género, facilmente um autor se pode deixar levar pelo mundo e tornar um livro aborrecido - ou por ter demasiada descrição ou por não conseguir explorar o género da melhor maneira e acabar por escrever uma história comum e pouco interessante.

Tendo em conta estes aspectos digo desde já que deixei este livro a meio. Não é que a história não seja um pouco interessante - até é. Mas este é claramente um
dos casos em que foi escrita uma história comum e pouco interessante.

Era bom que esse fosse o único problema...

A verdade é que as personagens deixaram muito a desejar. Num livro de fantasia tal como em todos os outros, quero personagens consistentes. Um cavaleiro magnífico não pode cair sem mais nem menos numa armadilha quando tudo indica que é isso mesmo que vai acontecer. Uma rainha não abandona o seu trono e o deixa às mãos de um idiota que quer o reino para si, enquanto o rei está desaparecido. Isto simplesmente não me parece... ações que pessoas que chegaram a essas posições realizariam. Simplesmente não estão consistentes e isso dá-lhes um ar de ignorância e inocência à história que não me agrada.

Já nem me vou alongar muito na questão da tradução em que palavras como 'dar-se' ou 'sentou-se' não tinham hífen, em que não havia consistência em relação a maiúsculas e minúsculas e em que escreveram 'intacto' e 'contacto' (que continuam a escrever-se assim) 'intato' e 'contato'.

Para além disso isto do good vs. evil yadda yadda yadda já está a ficar velho, não acham?

Por todas estas razões e porque a vida é demasiado curta, desisti do livro.

My Rating a 50%  - 2/10

sábado, 17 de janeiro de 2015

Vampires, Scones and Edmund Herondale - The Bane Chronicles 3#

Esta é a melhor até agora, sem dúvida. Adorei saber como o Magnus conhece a Camille e como começa a relacionar-se com os Shadowhunters - nomeadamente com os Herondale's.



Aqui já começamos a ver mais ligações aos livros dos The Infernal Devices e por consequência com os The Mortal Instruments - não só pelo Edmund Herondale, como pelo Ralf Scott e pela Camille, que são muito importantes para se perceber a história que nos é apresentada nos outros livros.

E o Edmund:

“I shall never eat duck again. I cannot believe I used to like duck. The duck betrayed me.” Ele é sem dúvida um Herondale, ahahah.

My Rating: 10/10

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Nomeados para Oscars

Aqui há um ou dois dias saiu a lista dos nomeados para os Oscars. Todos os anos há sempre um grande entusiasmo por parte de muita gente em relação a isto. Comigo não tanto. Ao longo dos anos vou vendo que na maioria das vezes não gosto particularmente dos filmes que vencem. Claro não sou nenhuma crítica de cinema e os meus gostos não são os mais adequados para avaliar filmes nomeados para Oscars.

MAS este ano, há meia dúzia deles que quero ver. Por exemplo, dos filmes de animação quero ver todos. Dos outros quero ver principalmente três deles:

- The Theory of Everything 


Se este já não fosse um dos géneros de filmes que eu gosto (parece-me semelhante ao Bom Rebelde) eu iria ver na mesma só pelo facto de ser sobre o Stephen Hawking.

- The Imitation Game



Eu normalmente não gosto muitos de filmes especificamente sobre guerra, mas há histórias e histórias - e esta parece particularmente interessante.

- Foxcatcher


Não sei porquê, este filme chamou-me à atenção desde o primeiro momento que vi o trailer. Pode dar para os dois lados - ou vou adorar ou vou odiar, mas espero mesmo que seja a primeira opção.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

We Were Liars - E. Lockhart

Tenho uma lista bem grande com vários livros que quero ler este ano e finalmente risquei um. We Were Liars.



Antes de começar vamos fazer aqui um pequeno jogo:

we were liars

wwl

wlw

wow.

Acho que percebem onde quero chegar.

Este é um livro pequeno - pouco mais de duzentas páginas - mas que começa a um passo um pouco lento. No início, provavelmente até meio da primeira metade, é-nos contada a história da família Sinclair e dos Liars. A partir daí começa a parte interessante.

Eu li este livro sabendo muito pouco sobre a história, apenas sabia que na família havia um conjunto de adolescentes, todos mais ou menos da mesma idade, que passavam o Verão juntos. E mais nada. E como acho que isso só ajudou a eu gostar ainda mais da história também não vou dizer muita coisa, nem qualquer tipo de spoilers.

As personagens, tenho de admitir, não são das minhas favoritas de sempre. Gostei muito de duas, mas as outras não tanto. Se tivessem sido talvez este livro tivesse ido diretamente para a minha lista de favoritos. Aqui perde uns pontinhos...

Quanto à história - wow. Sabem quando estão a ler um livro e começam a fazer suposições de como a história se vai desenrolar? Não é tão bom ser surpreendido? Eu adoro quando isto acontece. Apesar de fazer teorias, estas não se aproximaram nem de perto ao que na verdade aconteceu e wow. Não vou dizer mais nada. Apenas wow.

Mesmo havendo personagens que não me deixaram wow, como a história deixou, não posso dar menos que isto:

My Rating: 9,5/10