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domingo, 20 de março de 2016

Update: Duplamente Desapontada


O problema de ler vários livros ao mesmo tempo deve-se a estas ocasiões em que não se gosta de nenhum dos livros que se está a ler. Foi o que aconteceu desta vez, talvez a primeira vez este ano. Por isso decidi fazer estas opiniões de maneira diferente - vou dizer o que gostei mas vou falar mais do que me deixou desapontada nestas duas leituras. 



Eu sou uma fã crónica de romance e como este mês ainda não tinha lido nenhum e como estava numa espécie de slump decidi começar este. 
A primeira metade é muito cativante - diferente, fofa e emocionante, com personagens interessantes e divertidas. 
No entanto, a segunda metade achei demasiado extensa. O livro podia ter tido menos 100 páginas (ou 100 páginas com algo diferente, tipo sei lá.... ter uma aventura a sério! A rapariga está em PARIS ffs é suposto acontecerem coisas emocionantes e divertidas que não incluam só e unicamente o Ansel). Ou seja acabei por ficar aborrecida e quase nem me apetecia acabar porque, com um meio aborrecido e um final previsível o romance perde a piada toda. 

★★★★★★




Onde é que está o Eric????? 
É a única personagem nestes livros que gosto e apareceu DUAS vezes neste livro. DUAS. E eu estava à espera que ele aparecesse muitas mais vezes. Está bem que não desgosto do Quinn mas... não é a mesma coisa. O Eric é bem mais interessante e, sem ele, estes livros tornam-se extremamente aborrecidos e um sacrifício para acabar. Acabou por haver apenas uma ou duas partes que me deixaram minimamente entusiasmada e mesmo assim nada por aí além. Para uma saga de urban fantasy falta aqui muita ação, personagens interessantes e bom romance. 

★★★★

sexta-feira, 4 de março de 2016

Opinião: Radiance (Wraith Kings #1) - Grace Draven


THE PRINCE OF NO VALUE


Brishen Khaskem, prince of the Kai, has lived content as the nonessential spare heir to a throne secured many times over. A trade and political alliance between the human kingdom of Gaur and the Kai kingdom of Bast-Haradis requires that he marry a Gauri woman to seal the treaty. Always a dutiful son, Brishen agrees to the marriage and discovers his bride is as ugly as he expected and more beautiful than he could have imagined. 

THE NOBLEWOMAN OF NO IMPORTANCE 

Ildiko, niece of the Gauri king, has always known her only worth to the royal family lay in a strategic marriage. Resigned to her fate, she is horrified to learn that her intended groom isn’t just a foreign aristocrat but the younger prince of a people neither familiar nor human. Bound to her new husband, Ildiko will leave behind all she’s known to embrace a man shrouded in darkness but with a soul forged by light. 

Two people brought together by the trappings of duty and politics will discover they are destined for each other, even as the powers of a hostile kingdom scheme to tear them apart.


Este foi um daqueles livros que, assim que li a sinopse e olhei para a capa, fiquei com uma grande vontade de o ler. Claro que a grande quantidade de reviews positivas também ajudou ao caso.

Então foi assim que decidi pegar logo neste livro. E a verdade é que não me arrependo nada. Foi o livro ideal para me livrar completamente da hangover de Queen of Shadows. Com menos de 300 páginas, este não é um livro com muita descrição, mas tem a quantidade suficiente para não parecer uma história muito superficial. Gostei particularmente da relação honesta entre as personagens principais, construída lentamente, sem pressas, mas de forma a deixar o leitor na expectativa. Não vou mentir e dizer que este livro foi completamente original, no que toca a este tema - bem pelo contrário, deparei-me com uma grande quantidade de clichés. Mas o que aconteceu foi que a autora e as suas personagens conseguiram convencer-me, clichés and all. Ou seja, o romance neste livro foi um dos mais deliciosos e fofos e verdadeiros que eu já li. O Brishen e a Ildiko foram diretamente para a minha (grande) lista de OTP's.

Quanto à história, esta não esteve a um nível tão bom quanto o do romance. O enredo foi um pouco previsível, mas o final deixou-me surpreendida (mais por falta de explicação e por omissão de factos do que por ser "wow!"). O mundo que a autora criou também é bastante interessante, mais do que o início dava a entender. Ainda assim, ostaria de ter visto um pouco mais de desenvolvimento neste ponto.

A escrita, apesar de ter uma ou outra gafe, foi agradável e concordante com a história.

Resumindo, este pode não ser o melhor livro de fantasia que há por aí, mas não deixei de adorá-lo e de estar muito entusiasmada pela continuação.

My Rating: ★★★★★★★★★

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Opinião: Part & Parcel (Sidewinder #3) - Abigail Roux

Nick O'Flaherty and Kelly Abbott had their happy ending in sight when a friend’s call for help almost ended with them losing it to the blade of a knife. Now, in the aftermath of near-disaster, both men are trying to heal and move on.

Moving on together, though, is harder than either of them realized it would be. Kelly struggles with simply being a lover instead of the Doc, while Nick is mired in his recovery. The distance between them inches along in stilted silence.

Desperately seeking solace, Nick finally gathers the courage to sort through the possessions his dear friend and fellow Sidewinder teammate Elias Sanchez left him when he died. Instead of comforting memories, Nick and Kelly find a stack of letters and strict instructions from Eli that prompt them to send out a call for assistance. With Eli’s letters in hand, Sidewinder sets out on one last mission together, seeking peace and absolution from beyond the grave—and from each other.


Desde que acabei a saga Cut & Run que estou à espera deste livro. O Crash & Burn deixou algumas coisas em aberto e, para além de querer saber o que ia acontecer ao Nick e ao Kelly também queria voltar a ver o Zane e o Ty e a equipa Sidewinder. 

E este livro foi muito diferente do que esperava. Esperava mais acção, mais riscos de vida etc etc e tal. Ainda bem que este livro não foi como eu estava à espera, porque conseguiu ser melhor. A equipa já precisava de uns tempos calmos para resolverem as questões que ficaram por resolver e, apesar de achar que algumas dessas (nomeadamente entre o Nick e o Kelly) não foram muito bem resolvidas (ficaram mas não ficaram) achei que foi uma excelente conclusão para esta saga e estas personagens. Até chegar ao final e ler o Brick & Mortar, uma novella sobre uma personagem nova e sobre o Ty e o Zane. Para ser sincera, não sei o que vai sair dali, porque pareceu-me ao mesmo tempo uma introdução a uma nova história, assim como uma conclusão à história do Ty e do Zane. Espero que seja a anterior e que possamos, eventualmente, voltar a ver um pouco destas personagens. 

E é isso que faz este livro. Para quem leu a saga Cut & Run e os livros Sidewinder e que gostou certamente está tão emocionalmente ligada a estas personagens quanto eu - ler uma história com eles outra vez trouxe à superfície todos os feels de todos os outros livros e deixou-me com lágrimas nos olhos. Estes podem não ser os melhores livros de sempre, mas vou para sempre adorar esta saga e hei de relê-la num futuro não muito longínquo. 

Para quem ainda não conhece a saga, vão já ler o livro Cut & Run! E não desistam nesse, porque it keeps getting better and better. 

My Rating - ★★★★★★★★★

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Opinião: The Five Stages of Andrew Brawley - Shaun David Hutchinson

Andrew Brawley was supposed to die that night. His parents did, and so did his sister, but he survived.
Now he lives in the hospital. He serves food in the cafeteria, he hangs out with the nurses, and he sleeps in a forgotten supply closet. Drew blends in to near invisibility, hiding from his past, his guilt, and those who are trying to find him.

Then one night Rusty is wheeled into the ER, burned on half his body by hateful classmates. His agony calls out to Drew like a beacon, pulling them both together through all their pain and grief. In Rusty, Drew sees hope, happiness, and a future for both of them. A future outside the hospital, and away from their pasts.

But Drew knows that life is never that simple. Death roams the hospital, searching for Drew, and now Rusty. Drew lost his family, but he refuses to lose Rusty, too, so he’s determined to make things right. He’s determined to bargain, and to settle his debts once and for all.

But Death is not easily placated, and Drew’s life will have to get worse before there is any chance for things to get better.

A partly graphic novel.




Quando comecei este livro não tinha bem a certeza se ia gostar ou não. Comigo e contemporâneos, normalmente é hit or miss e isso normalmente depende das personagens. 

Neste caso, começamos por conhecer um rapaz que vive num hospital e que passa o seu tempo a esconder-se da Morte. Logo aqui temos um cenário diferente, mais pesado e sombrio e este elemento é aquele que dá a maior parte da originalidade ao livro, assim como o seu leque diferente de personagens.

O Drew é uma personagem muito cativante, deixando-nos a torcer por ele quer compreendamos aquilo pelo que ele está a passar quer não façamos ideia de porque é que ele age da maneira que age. O Rusty, visto pelos olhos do Drew, é quase tão cativante quanto o próprio, mas não temos tanta oportunidade de o ver e de criar tantos laços com ele (uma das coisas que eu gostava que estivesse diferente neste livro, porque mais momentos com o Drew e o Rusty não fariam mal a ninguém). O Trevor e a Lexi também têm histórias muito interessantes e a relação entre eles e o Drew são muito complexas e um dos grandes elementos do livro - um elemento que eu gostei bastante. Depois temos uma panóplia de personagens secundárias que ajudam a mostrar o ambiente hospitalar e a mostrar que toda a gente lida com a dor, a perda e o amor de maneiras diferentes. 

E aquilo que eu mais gostei no livro: as questões abordadas, como foram abordadas e o Patient F. Desde o tema lgbtq até aos temas do bullying, suicídio, perda e morte em geral, este livro tem de tudo um pouco do que é sombrio, mas sem desvalorizar estas questões e sem deixar que este sobrepusessem a história. O facto de tudo nesta história estar indireta ou diretamente ligado ao Patient F (e termos direito à BD!) só melhorou este aspecto, aliado à escrita do autor que transmite a voz do Andrew de uma forma muito boa.

Infelizmente houve algo que me desapontou bastante - o final. Acho que aqui o autor "fechou os olhos" às tais questões que tinha abordado no livro inteiro e decidiu dizer que "Olhem afinal vai ficar tudo bem, apesar de o Drew se ter tentado matar". Não posso concordar com esta abordagem, por muito bom que o resto do livro tenha sido. 

Ainda assim, recomendo vivamente a todos os fãs de contemporâneo e de livros LGBTQ.

My Rating: ★★★★★★★★

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Opinião: Saga Stiletto (#1, #3 e #4) - Lauren Layne

Depois de ler o primeiro livro da saga Oxford fiquei curiosa sobre estas personagens e sobre as suas relações. Por isso, aproveitei a vontade de ler romances e li estes 3, tendo saltado apenas um dos livros (porque, não sei porquê não acho grande piada à Grace). 


(10/1) After the Kiss (Stiletto #1)

Quanto às personagens, continuo a gostar muito delas, excepto talvez a Grace, que me é indiferente. A Julie é um dos meus tipos favoritos de protagonista, com uma personalidade muito forte, mas também com a sua certa vulnerabilidade. Também gostei bastante do Mitchell, apesar de a certa altura ele ter sido um idiota (a Julie também foi, mas penso que ele tenha sido idiota mais vezes). A história, em si, não é tão leve como a do Irresistibly Yours e não me cativou tanto, principalmente mais lá para o final. Mesmo assim é um livro viciante e ficamos sempre curiosos sobre como os protagonistas vão resolver os problemas que foram surgindo e que ainda se avizinhavam.

★★★★★★★★


(12/1) Just One Night (Stiletto #3)

Bem, este livro não foi tão bom quanto o da Julie. A história está engraçada, mas não tão interessante quanto a dos outros dois livros que li. Também as personagens deixam um bocadinho a desejar – gostei dos pontos de vista da Riley e da personalidade dela, mas o Sam foi muito parvinho durante a maioria do livro (excepto talvez no final). Tirando estes pormenores foi uma leitura que me entreteve bastante e não diminuiu o meu entusiasmo em relação ao próximo livro e à autora.

★★★★★★★

(12/1) The Trouble With Love (Stiletto #4) 

Lido num só dia! Ufa. Bem eu já sabia que ia gostar mais deste livro do que os outros da saga Stiletto. E acho que gostei tanto deste como do Irresistibly Yours. E tudo por causa de um certo e determinado Alex Cassidy. Mas para além dele, também gostei da Emma, principalmente pelo seu lado de ice queen. E a história é mais interessante que as outras duas – o facto de eles já terem um relação (romântica) anterior ao livro ajuda a tornar a sua relação mais dinâmica e, por consequência, mais interessante. Claro que também gostei do tema das entrevistas aos ex-namorados da Emma e principalmente das entrevistas a que o Cassidy assistiu. Não é, certamente, um livro perfeito mas mais uma vez a autora conseguiu deixar-me apaixonada pelas suas personagens. 

★★★★★★★★★★

domingo, 10 de janeiro de 2016

Opinião: Irresistibly Yours (Oxford #1) - Lauren Layne


Meet the men of Oxford magazine! In the first captivating spin-off of Lauren Layne’s Sex, Love & Stiletto series, a not-so-friendly battle of the sexes turns into a scorching office romance.


Hotshot sports editor Cole Sharpe has been freelancing forOxford for years, so when he hears about a staff position opening up, he figures he’s got the inside track. Then his boss drops a bombshell: Cole has competition. Female competition, in the form of a fresh-faced tomboy who can hang with the dudes—and write circles around them, too. Cole usually likes his women flirty and curvy, but he takes a special interest in his skinny, sassy rival, if only to keep an eye on her. And soon, he can’t take his eyes off her.

Penelope Pope knows all too well that she comes off as just one of the guys. Since she’s learned that wanting more usually leads to disappointment, Penelope’s resigned to sitting on the sidelines when it comes to love. So why does Cole make her want to get back in the game? The man is as arrogant as he is handsome. He probably sees her as nothing more than a barrier to his dream job. But when an unexpected kiss turns into a night of irresistible passion, Penelope has to figure out whether they’re just fooling around—or starting something real.



Então é assim…. Eu não estava à espera de, tão cedo em 2016, juntar mais um romance para a minha lista de favoritos de romances new adult/adult. Mas este livro alterou as minhas expectativas. A verdade é que tenho um fraquinho por romances que estejam relacionados com desporto. E também é verdade que tenho um fraquinho por romances que estejam relacionados com revistas, jornalismo e que tais. Por isto mesmo, estava à espera de gostar do livro, só não assim tanto.

A história não é nada de especial; tem até os seus momentos cliché, como em praticamente todos os romances que li. No entanto, tem o balanço perfeito para um romance leve e uma leitura rápida – muitos momentos cómicos, românticos e fofos e alguns momentos dramáticos e sérios, para que o livro não se tornasse demasiado fluffy e pouco realista.

No entanto, o que faz deste livro tão bom são as personagens.

Primeiro, as personagens principais, a Penelope e o Cole. Quando comecei a ler o livro pensei que viesse a ficar aborrecida com a personalidade da Pen – ela é simplesmente demasiado simpática e inocente e eu não suporto personagens demasiado simpáticas e inocentes. Mas a verdade é que, apesar destas características, a autora deixou o resto da personalidade da personagem brilhar, desde os pormenores mais estranhos até à sua honestidade e tendência para não criar dramas (thank god!). O Cole não é uma personagem completamente nova, o seu “tipo” já está muito explorado no mundo do romance. Todavia, ele também mostra a sua vulnerabilidade e a sua personalidade engraçada e muito likable. Pode não ser das minhas personagens favoritas, mas para o efeito serviu mais que bem. 

Depois há as personagens secundárias – os homens da revista Oxford e as mulheres da revista Stiletto. E a verdade é que fiquei muuuuito curiosa para conhecer as suas histórias (até já comecei a ler o livro da Julie), principalmente a de um certo e determinado Alex Cassidy. 

Para além disto tudo, a autora tem uma escrita apropriada ao género, mais informal e adaptando-se à personagem que estamos a seguir nesse momento, o que ajuda o leitor a embrenhar-se mais na história. 

No final, gostei mesmo muito. Definitivamente um dos melhores romances que já li e uma excelente leitura para o segundo livro lido em 2016.

My Rating: ★★★★★★★★★★

(tenham em atenção que 10★ num romance são diferentes de 10★ num livro de outro género, simplesmente porque procuro coisas diferentes na sua leitura; devo fazer um novo post sobre os meus ratings, para deixar isto bem claro)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Opiniões LGBTQ: More Happy Than Not; Tell the Wolves I'm Home & Know Not Why


Este livro engana. Se estão à espera de uma história feliz e leve este não é definitivamente o livro para vocês. Se querem chorar baba e ranho e ficar deprimidos, este é um livro bom. Porque mesmo que tenha tentado transmitir uma mensagem boa e feliz, deixou-me apenas triste pelas personagens, mesmo que não me tenha conectado muito bem com estas.

Uma coisa tenho de admitir, este escritor tem talento, porque apesar de estar à espera de acontecer algo mau, não estava à espera que acontecessem tantas coisas más e que a história desse tantas voltas.

No final, foi uma leitura muito interessante, mas que não me encheu completamente as medidas. Ainda assim recomendo, porque o livro no overall é bastante bom.

My Rating: ★★★★★★★


A maneira como este livro está escrito fez-me lembrar vagamente Aristotle & Dante Discover the Secrets of the Universe. Acabou por não ser tão bom quanto este, mas gostei muito da história, do sentimento que a autora nos transmite - que devemos respeitar o amor que sentimos e o que os outros sentem por nós e relembrar que o amor é importante seja ele de que forma for - e achei as personagens cativantes e muito humanas. Para além disso, este livro distingue-se dos outros por ser lgbtq, mas não de uma forma óbvia - a personagem principal é heterossexual - o que lhe dá ainda uma maior liberdade de explorar o amor por vários pontos de vista. 

Não é um livro perfeito, definitivamente, mas transporta-nos para outros tempos, para uma outra vida e tem uma magia muito especial que me deixou encantada e com lágrimas nos olhos.

Gostei muito.

My Rating: ★★★★★★★★


Já falei deste livro há um ou dois posts atrás e como fiz esta opinião conjunta tinha de voltar a falar dele, pelo simples facto de este livro ser completamente diferente dos dois anteriores, com toda uma história muito leve, problemas muito normais e um montão de diversão e romance. 

A verdade é que o início deste livro não é bom (se fosse só pelo início daria, sem pensar duas vezes, umas 2 estrelas em 5), no entanto, passado o primeiro quarto do livro, o Howie começou a abrir os olhos e a história começou a ficar muito mais agradável. Lá para o final já queria que o livro continuasse durante mais umas páginas.  

Para quem procura um livro cheio de fluff, desde que não se importem muito com o início menos bom, esta é uma excelente opção.


My Rating: ★★★★★★★★


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Leituras de Verão

Ficam aqui algumas das minhas recomendações, tendo em conta este verão que passou, de livros que se adequam a esta época do ano e que vocês poderão ler no verão de 2016.
Para mim, o Verão é a altura ideal para ler os romances fofos, os livros leves e aqueles que nos deixam mais contentes com a vida. Durante o Verão, o que mais quero fazer é deitar-me ao sol e relaxar, apesar desses momentos relaxantes poderem ser interrompidos por algumas leituras mais emocionais. Todos estes livros são livros aos quais eu dei mais de 8/10.



- Aristotle & Dante Discover the Secrets of the Universe


Este é um livro que se lê particularmente bem nos dias quentes de Verão que são por vezes interrompidos por umas chuvas fortes e trovoadas, principalmente porque este também é um elemento mencionado no livro e que deixa o leitor dentro da “mood” da história. Como por aqui nem sempre há muita chuva no verão esta também é uma boa leitura para este início de Outono, que não tem sido muito frio.

- Eu Dou-te o Sol



Mais um romance contemporâneo, este mais ligado ao mar e ao final do Verão. Mais uma vez é uma história emocional, mas relativamente fácil de acompanhar.

- O Deus das Moscas



Devido às várias descrições tropicais e ao facto de este livro se passar numa ilha deserta, acho que é uma boa leitura de verão, desta vez para quem quer algo com uma mensagem um pouco mais intricada.

- The Wrath and the Dawn



Passado no médio oriente, acho normal associar este livro ao calor escaldante e a um verão mais seco. Este livro tem um pouco de tudo, desde romance de tirar a respiração, a um mundo e magia cuidadosamente construídos, sem serem demasiado complicados ou mesmo explorados.

- We Were Liars




E por último um romance contemporâneo, mais intrigante e relacionado com o verão apenas por se centrar muito nesta época. Um livro que me cativou bastante e que me deixou de queixo caído com a sua conclusão. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Re-read: A Noite de Todas as Almas (All Souls Trilogy #1) - Deborah Harkness

Num final de tarde de Setembro, quando a famosa historiadora de Yale, Diana Bishop, abre casualmente um misterioso manuscrito medieval alquímico há muito desaparecido, o submundo mágico de Oxford desperta. Vampiros, bruxas e demónios farão tudo para possuir o manuscrito que se crê conter poderes desconhecidos e pistas misteriosas sobre o passado e o futuro dos humanos e do mundo fantástico. Diana vê a sua pacata vida de investigadora invadida por um passado que sempre tentou esquecer: ela é a última descendente da família Bishop, uma longa e distinta linhagem de bruxas de Salem, marcada pela morte misteriosa dos pais quando era criança. E do meio do turbilhão de criaturas mágicas despertadas pela redescoberta do manuscrito surge Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade, apaixonado por Darwin. Juntos vão tentar desvendar os segredos do manuscrito e impedir que caia em mãos erradas. Mas a paixão que cresce entre ambos ameaça o frágil pacto de paz que existe há séculos entre humanos e criaturas fantásticas... e o mundo de Diana nunca mais voltará a ser o mesmo...


Há pouco tempo comprei o livro Nas Trevas da Noite, que é o segundo livro desta trilogia. Ele já saiu há algum tempo, não muito tempo depois de eu ter lido o primeiro livro, mas na altura tinha outros livros que precisava de ter, por isso a continuação desta trilogia ficou um bocadinho posta de parte. O que é que aconteceu agora? Pois é, já não me lembrava da maioria das coisas que aconteciam neste primeiro livro. Primeiro pensei só ver as partes importantes, mas dei por mim mais uma vez imersa na leitura deste livro. 

Já da primeira vez que li este livro, que adorei a primeira metade do livro. Todo o ambiente de Oxford, da biblioteca e o mistério iniciais deixaram-me muito cativada e teria gostado que assim continuasse. Assim que eles vão para França penso que o livro perde um pouco do seu encanto.

A história é interessante e gosto bastante da maneira como ela se liga com a alquimia e a magia. Um livro alquímico enfeitiçado? Isso a mim soa-me bastante bem. Não desgosto das criaturas deste livro, apesar de não as achar particularmente fascinantes ou uma combinação particularmente boa.

As personagens em si são outra questão – gosto da Diana e do Mathew e de mais uma mão cheia de personagens secundárias, mas são do tipo de personagens que não me marcam. O romance entre as personagens principais também tem os seus altos e baixos, literal e figurativamente. Houve alturas em que a fangirl em mim ficava bastante contente, mas outras em que apenas me apetecia bater com a cabeça nas paredes com tanta parvoíce. A parte boa é que esta última situação não acontecia tanto quanto a primeira – principalmente no início do livro.

A escrita também não é má, apesar de a tradução e a edição não estarem perfeitas.

Já comecei a ler o segundo livro e estou a gostar bastante desta faceta histórica da saga e espero que continue neste rumo.

No fundo, esta é uma leitura boa, principalmente agora que o outono começou. Recomendo. Espero poder dizer coisas ainda melhores dos próximos livros.


My Rating: 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Opinião: O Teorema Katherine - John Green

Dezanove foram as vezes que Colin se apaixonou.
Das dezanove vezes a rapariga chamava-se Katherine.
Não Katie ou Kat, Kittie ou Cathy, e especialmente não Catherine, mas KATHERINE.
E das dezanove vezes, levou com os pés.
Desde que tinha idade suficiente para se sentir atraído por uma rapariga, Colin, ex-menino prodígio, talvez génio matemático, talvez não, doido por anagramas, saiu com dezanove Katherines. E todas o deixaram. Então ele decide inventar um teorema que prevê o resultado de qualquer relacionamento amoroso. E evitar, se possível, ter o coração novamente destroçado. Tudo isso no curso de um verão glorioso passado com o seu amigo Hassan a descobrir novos lugares, pessoas estranhas de todas as idades e raparigas especiais que têm a grande vantagem de não se chamarem Katherine.


Já há algum tempo que me tem apetecido ler livros contemporâneos bons. Como este estava na minha estante, decidi dar-lhe uma oportunidade. 

Já conhecia o autor (quem não conhece?), mas tinha sentimentos contraditórios: adorei o A Culpa é das Estrelas, mas o À Procura de Alaska deixou-me muito desapontada. Por isso havia 50% de hipóteses de eu não gostar deste livro. 

Infelizmente, foi nessa metade que ele se incluiu. Esta história acompanha o Colin - que é uma personagem bastante aborrecida - numa mini "roadtrip" que acaba numa cidade - bastante aborrecida também - chamada Gutshot. O Colin namorou com 19 Katherines e a última partiu-lhe o coração. Neste livro ele tenta arranjar um teorema para prever quando é que uma relação irá acabar. Bem, isto até me parecia interessante, visto que até gosto de matemática. É pena é que não tenha acontecido praticamente mais nada para além daquilo que eu acabei de descrever. E não foi só o Colin que eu achei aborrecido - o Hassan e a Lindsey também foram bastante aborrecidos, o que me deixou chateada e sem vontade de ler o livro.

Os pontos positivos são o apêndice (para quem gosta minimamente de números e assim) e toda a construção do Teorema, incluindo o que dele resultou. Para além disso, eu gosto muito da escrita do autor, o que me deixa triste, pois este livro tinha potencial e nem sequer ficou perto de o alcançar. 

My Rating: ★★★★

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Opinião: Archer's Voice - Mia Sheridan


When Bree Prescott arrives in the sleepy, lakeside town of Pelion, Maine, she hopes against hope that this is the place where she will finally find the peace she so desperately seeks. On her first day there, her life collides with Archer Hale, an isolated man who holds a secret agony of his own. A man no one else sees.

Archer's Voice is the story of a woman chained to the memory of one horrifying night and the man whose love is the key to her freedom. It is the story of a silent man who lives with an excruciating wound and the woman who helps him find his voice. It is the story of suffering, fate, and the transformative power of love.




Há muito tempo (talvez mais de um ano) que não lia um livro do género New Adult que gostasse mesmo muito. Mesmo assim as minhas expectativas estavam consideravelmente altas quando comecei a ler Archer's Voice, já que os ratings das pessoas que sigo no Goodreads são todos de 4 ou mais estrelas e também porque, mesmo tendo muitas reviews, o livro tem um overall rating de mais de 4,5. 

O início é lento, mas com uma apresentação bastante sólida quer do ambiente desta pequena cidade no meio de nenhures quer dos seus habitantes e das personagens principais. Sempre gostei bastante de livros e histórias passadas em sítios escassamente habitados do que em locais mais citadinos - os sítios sossegados têm para mim um charme que as cidades não igualam, apesar de terem as suas qualidades. A comunidade também é muito acolhedora e próxima, onde toda a gente conhece ou ouviu falar de toda a gente, o que contribuiu bastante para o ambiente da história e para o desenvolvimento de mais relações entre personagens. 

Embora a história não seja nada de muito original, pelo menos não é totalmente previsível, como (infelizmente) acontece na maioria dos livros deste género. A escrita também não é nada má, abstendo-se de comentários infantis por parte dos narradores.

O que faz com que uma história destas seja apenas boa ou mesmo mesmo boa são as personagens. Eu adorei as personagens - a Bree é decidida, uma boa pessoa, no fundo uma personagem com quem simpatizei muito e apesar de ter as suas inseguranças, não é completamente atadinha; o Archer é uma personagem complicada, com mais problemas e traumas aos 23 anos do que a maioria das pessoas tem uma vida inteira, o que o deixa muito inseguro, inocente, mas sem deixar de ser interessante e ter uma personalidade bastante cativante. As personagens secundárias são todas, à sua maneira, importantes para a história, quer para dar suporte emocional às personagens principais, quer para as antagonizarem e criar problemas. A sensação com que fiquei foi que a maioria das escolhas das personagens foram plausíveis e realistas - o que as torna ainda mais interessantes. Isto tudo fez com que eu criasse uma empatia com as personagens que me deixou com as emoções baralhadas e atarantadas (não tenho vergonha de admitir que quase desatei a chorar que nem um bebé). 

No fundo, este é um excelente romance contemporâneo new adult. Recomendo vivamente! 

My Rating: ★★★★★★★★★

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Opinião: Eu Dou-te o Sol - Jandy Nelson



Jude e o seu irmão gémeo Noah são inseparáveis. Aos 13 anos, Noah é um jovem tímido e solitário que adora desenhar. Jude, pelo contrário, é extrovertida, tagarela e sociável. Três anos mais tarde, tudo se altera. Jude e Noah mal falam um com o outro. Um trágico acontecimento afetou os gémeos de forma dramática… Até que Jude conhece Guillermo Garcia na Escola das Artes, um escultor ousado e bem-parecido que vai ter um papel determinante na vida dos irmãos. O que os gémeos não sabem é que cada um deles conhece somente metade da história das suas vidas e, se conseguirem reaproximar-se, terão a oportunidade de reconstruir o seu mundo.


(Cuidado com os spoilers!!!)

Aqui há um mês olhei para este livro e perguntei-me porque é que ele não estava na minha tbr quando tem uma capa tão linda. Por isso, arranjei uma sample e li as primeiras páginas. Escusado será dizer que as páginas que li só ajudaram, porque passado pouco tempo descobri que havia em português e comprei-o logo.

Não podia estar mais contente com esta compra, porque adorei este livro do fundo do meu coração.

Em Eu Dou-te o Sol acompanhamos a vida dos irmãos gémeos, Jude e Noah: o Noah narra a história quando ambos tinham 13-14 anos enquanto a Jude narra os acontecimentos presentes, aos 16 anos. A escrita que acompanha esta história foi o que me conquistou primeiro - é uma escrita linda, muito artística e figurativa, mas não em demasia, ou seja, continuamos a perceber perfeitamente como são as coisas na realidade e o que é que o Noah e a Jude querem dizer quando começam a dizer coisas malucas e sem sentido aparente. Para além disso, a escrita também transmite muito bem as suas personalidades, que por vezes parecem muito parecidos e noutras vezes parecem completos opostos.

A história não é nada de espectacular; é, até, algo previsível, apesar de ter pontos originais e engraçados que me fizeram esquecer um pouco a previsibilidade. O que eu gosto bastante neste livro é como as vidas das personagens estão todas interligadas e emaranhadas.

E, agora, o melhor deste livro: as personagens. Começamos por conhecer o Noah, um rapaz que, aos 13 anos, já é um pintor genial, quer no papel quer na sua mente, onde guarda um museu invisível com imagens e mais imagens que "pinta" nos seus pensamentos. Foi ele quem esteve mais próximo de ser a minha personagem favorita neste livro (eu gosto de todas por isso é realmente muito difícil escolher) - adorei a sua diferença, o facto de ele preferir ser diferente, original e ele mesmo em vez de pôr "retardante de chamas" e ser normal; adorei a sua luta interior, os seus erros e os seus defeitos. Também adorei a sua relação com a irmã e também a que teve com o Brian.

Quando passamos para a parte em que os gémeos têm 16 anos parece estar tudo ao contrário: a Jude é a esquisita, o Noah o normal, o Brian desapareceu e a mãe deles está morta. Gostei muito mais da Jude aos 16 anos do que aos 13, mas é a Jude que aparece no final do livro que eu gosto mesmo - forte, decidida, uma Jude que se "soltou da pedra" e que engloba todas as outras de modo a que seja o mais "ela própria" possível.

Quanto às personagens secundárias: o Oscore é uma personagem super estranha, caótica e interessante e gostava de ter visto um pouco mais dele; o Guillermo "é o tipo de homem que quando entra numa sala as paredes caem", um escultor incrível que vive com a dor da perda, um homem feroz, mas que mostra ser muito mais que isso, mostra ter tanta emoção e tanta complexidade apesar do seu aspecto assustador e adorei-o por isso; os pais do Noah e da Jude também são muito interessantes, com os seus defeitos, mas também com as suas inúmeras qualidades, mostram que as pessoas nunca são tão perfeitas quanto pensamos e que isso nem sempre importa (ninguém é perfeito, não é?); gostava que o Brian também tivesse aparecido mais, todavia nas ocasiões em que apareceu, fiquei sempre muito contente, não só pela sua relação com o Noah, mas também porque tem uma personalidade única, apesar de por vezes parecer "normal".

Tal como as personagens, este livro tem as suas qualidades e defeitos, mas neste caso, até gostei da maioria dos defeitos. O que posso dizer? Não é possível escolher que livros vamos ou não gostar, mesmo que tenhamos consciência de que não são perfeitos.

Vou certamente reler este livro e recordar estas personagens e as suas histórias durante muito tempo. Se gostam de romance contemporâneo, nomeadamente young adult, têm mesmo mesmo de ler este livro.

My Rating: 10/10

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Quickreads! Saga Hell or High Water - S. E. Jakes

    
My Ratings:

Catch a Ghost (#1) - 7/10
Long Time Gone (#2) - 7.8/10
Daylight Again (#3) - 8/10
Not Fade Away (#3.5) - 7,5/10



Primeiro tenho de dizer que devia ter esperado para começar esta saga porque ainda não saiu o último livro; mas foi mais forte do que eu - a sinopse lembrou-me a saga Cut & Run e eu vicio muito no que toca a romances. Assim que li o primeiro livro tinha de acabar aquilo que havia disponível.

Não são livros espectaculares - há momentos em que a trama torna-se confusa ou por falta de informações ou por informações que se contradizem. Mas no geral a parte de ação e mistério foi bem conseguida e interessante (talvez um pouco melhor que na saga Cut & Run). Gosto muito das duas personagens principais; não são das minhas favoritas, contudo não deixei de me sentir intrigada e envolvida em todos os seus problemas, sempre com muita curiosidade para descobrir coisas sobre o seu passado. Senti que houve alturas em que pareciam regredir em vez de evoluir, o que me deixou um bocado chateada, embora continue a gostar muito do Tom e do Prophet.

Acho que o pior foi mesmo a escrita: há partes que estão mal explicadas e houve outras em que eu me perdia porque as frases estavam confusas. Isto nota-se principalmente no livro 3.5, onde houve até partes que pareciam estar escritas como se o livro fosse um 2.5. Também houve cenas nas quais a autora tentou ser demasiado misteriosa, o que resultou em assuntos mal desenvolvidos, mal explicados ou atirados para cima do leitor sem qualquer dicas prévias. No overall, não consegui deixar de ignorar estes problemas e é principalmente por causa disso que não dei 8 ou mais a todos.

Apesar dos seus defeitos, fico curiosa para saber como a saga Hell or High Water vai acabar (mesmo sabendo que vai ser, muito provavelmente, um final feliz - a própria escritora menciona isso no goodreads).

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Tangled (#1) - Emma Chase


Drew Evans is a winner. Handsome and arrogant, he makes multimillion dollar business deals and seduces New York’s most beautiful women with just a smile. He has loyal friends and an indulgent family. So why has he been shuttered in his apartment for seven days, miserable and depressed? 

He’ll tell you he has the flu.

But we all know that’s not really true.

Katherine Brooks is brilliant, beautiful and ambitious. She refuses to let anything - or anyone - derail her path to success. When Kate is hired as the new associate at Drew’s father’s investment banking firm, every aspect of the dashing playboy’s life is thrown into a tailspin. The professional competition she brings is unnerving, his attraction to her is distracting, his failure to entice her into his bed is exasperating. 

Then, just when Drew is on the cusp of having everything he wants, his overblown confidence threatens to ruin it all. Will he be able untangle his feelings of lust and tenderness, frustration and fulfillment? Will he rise to the most important challenge of his life? 

Can Drew Evans win at love? 

Tangled is not your mother’s romance novel. It is an outrageous, passionate, witty narrative about a man who knows a lot about women…just not as much as he thinks he knows. As he tells his story, Drew learns the one thing he never wanted in life, is the only thing he can’t live without.



Eu não estava à espera de gostar muito deste livro, pelo simples facto de não ter gostado muito de nenhum livro new adult que li nos últimos tempos. São leituras agradáveis e rápidas, mas não passam muito disso. Como ando com a mania de provar que há livros deste género realmente bons (como aqueles que tenho na minha lista de favoritos) ando a dar mais oportunidades a alguns como este.

Tangled é um romance contado de uma maneira um pouco diferente. Começamos por saber que o Drew está "com gripe" a.k.a "heartbroken". Só depois disso é que percebemos como isso aconteceu. Gostei muito da maneira como a autora contou esta história, apesar do enredo em si não ser nada de espectacular. Também houve vários momentos em que ri a bom rir - uma das melhores características deste livro - e outros momentos em que me apetecia esganar as personagens. 

Quanto às personagens, não as achei nada de especial: a Kate tem um pouco mais de fibra do que a normal rapariga new adult e o Drew talvez um pouco mais de autoconfiança. Todavia, não me conectei muito com eles e não penso que sejam personagens que irei recordar daqui a uns tempos. 

Esta é, então, uma boa e rápida leitura para qualquer fã de romance. Pessoalmente, ainda não sei se vou ler o segundo livro... pode ser que arranje paciência. We'll see.

My Rating: 7,35/10

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Shatter Me (Shatter Me #1) - Tahereh Mafi


Juliette hasn’t touched anyone in exactly 264 days.

The last time she did, it was an accident, but The Reestablishment locked her up for murder. No one knows why Juliette’s touch is fatal. As long as she doesn’t hurt anyone else, no one really cares. The world is too busy crumbling to pieces to pay attention to a 17-year-old girl. Diseases are destroying the population, food is hard to find, birds don’t fly anymore, and the clouds are the wrong color.

The Reestablishment said their way was the only way to fix things, so they threw Juliette in a cell. Now so many people are dead that the survivors are whispering war – and The Reestablishment has changed its mind. Maybe Juliette is more than a tortured soul stuffed into a poisonous body. Maybe she’s exactly what they need right now.

Juliette has to make a choice: Be a weapon. Or be a warrior.



Esta opinião contém spoilers, be careful.

A hype é uma coisa perigosa - ouvimos tanta gente falar bem de um livro que às tantas ficamos com as expectativas tão altas que ficam quase impossíveis de concretizar. Isso não me aconteceu com este livro. Não me interpretem mal, eu queria que este livro fosse espectacular, todavia!... fiquei sempre com um bichinho no pensamento a dizer-me que não ia gostar do livro. Infelizmente, o bichinho tinha razão. 

Então é isto: eu até gostei do livro, mas não passou de uma distopia como muitas outras e pior que a maioria das que li. 

Falando por tópicos, aqui ficam as coisas que não achei piada no livro:

- Há algo de estranho com o livro, em geral - talvez a narração seja demasiado pessoal e não deixe outra maneira de avaliar as personagens como deve ser, a não ser pelas suas ações, o que seria muito bom, se nos fossem descritas mais as suas ações.
- Há qualquer coisa de estranho na relação entre a Juliette e o Adam - parece muito falsa, muito simples, muito rápida, não sei bem, mas cheira-me a insta-fake-love.
- Não acontece muita coisa na primeira metade do livro - a maior parte da história é a Juliette a ser maluca e um cachorrinho apaixonado. Embora na segunda parte a história fique mais interessante, não fica tão maravilhosa quanto isso (por vezes é mesmo aborrecida). 
- Que conveniente o Warner também poder tocar na Juliette, não acham?
- "Why do you care?" é a pergunta mais utilizada pela Juliette nos primeiros 3/4 do livro (só não a repete mais porque as circunstâncias não dão para conversas sentimentais) e já começava a chatear. E o Adam em vez de dizer algo do género "What, you didn't get it the first 50 times I explained?" dá sempre a mesma explicação super sentimental e apaixonada. Sinceramente. That's enough. 
- Quanto às personagens, resume-se a isto: o Adam não parece ter personalidade quase nenhuma; o Warner é psycho, não posso dizer que não gosto dele, mas também não posso dizer que goste sempre dele e isso deixa-me confusa; a Juliette não é má, tendo em conta as circunstâncias, mas como narradora pareceu-me um bocado aborrecida; o Kenji não é mau rapaz - é provavelmente a personagem mais interessante do livro todo; as outras não consegui formar uma opinião sobre elas.

No cômputo geral, foi uma leitura rápida e interessante o suficiente para eu conseguir acabar o livro. Se recomendo? Não sei. Quem não tenha lido distopia talvez venha a gostar deste livro, mas para começar neste género há livros melhores.

My Rating: 5,5/10 

sábado, 13 de junho de 2015

Anime! Toradora


Não precisam de saber muito antes de começarem a ver Toradora: é um anime de romance, no qual as duas personagens principais ajudam-se mutuamente na conquista das suas "crushes".

Estava à espera que este fosse apenas mais um romance, na minha lista de animes vistos. Não são assim tantos, na verdade: menos de meia dúzia. Mas a maioria não achei grande coisa.

Bem, esta é uma excepção à regra.

Arte: A arte é bonita, não é das melhores que já vi, mas, para o tipo de anime que é, gostei bastante. Dá atenção a alguns pormenores - como o ar de delinquente do Ryuuji - sem ser demasiado intrincada, acabando por ser agradável quanto baste. 

OST e Som: Não gostei muito nem dos Openings (apesar do 1º ficar no ouvido) nem dos Endings. Em termos de som propriamente dito, achei que estava bom, todavia não sou nenhuma profissional nestes assuntos, por isso não posso dizer se foi superior a outros animes que já vi. Só sei que em termos de OST, embora nada de memorável, é agradável e combina com o ambiente do anime. 

Personagens: É nas personagens principais que este anime se destaca. A Aisaka Taiga é uma das minhas personagens favoritas de romances; sim, é adorável, mas tem muito mau-humor, o que acaba por contrastar com a sua atitude para com algumas das outras personagens, levando também a muitas situações divertidas. O Takasu Ryuuji, com ar de delinquente, nem é o rapaz super desejável, nem o cromo da turma. E apesar do seu ar, também não é nenhum bad-boy. Ele é, simplesmente, simpático - e às vezes um bocado tótó. Claro que não pude deixar de gostar dele. É uma personagem muito diferente e única, o que é sempre bom.
As outras personagens, apesar de eu achar que estão interessantes e bem feitas, não me inspiraram muita compaixão: do Kitamura até gostei; a Kushieda era um pouco maluca demais; a Ami um pouco antipática demais. Acabei por me focar mais no Ryuuji e na Taiga, deixando as personagens secundárias um bocado para plano de fundo. 

História: A história poderá parecer muito usual à primeira vista, mas a verdade é que acaba por estar muito melhor construída do que a da maioria dos romances. Está bem que a relação deles começa por avançar muito devagarinho e depois talvez demasiado rápido. No entanto, acho que acaba por resultar e tornar o final um bocado mais intenso que os primeiros episódios. Não estava nada à espera que o anime acabasse daquela maneira, mas não posso dizer que estou desiludida. Muito pelo contrário, até.

Overall: Gostei mesmo muito. Pode ter alguns defeitos e alguns pormenores que poderiam ser aperfeiçoados, mas diverti-me imenso e houve alturas em que me vieram as lágrimas aos olhos. Outra coisa que gostei bastante é que este anime mostra muito mais fielmente o quão complicadas são as relações entre as pessoas, mostra também que nem toda a gente tem o seu "e viveram felizes para sempre" e que as pessoas lidam com os seus sentimentos de formas muito diferentes. Recomendo, sem dúvida. 

My Rating: 9/10

quinta-feira, 11 de junho de 2015

The Year We Fell Down - Sarina Bowen

The sport she loves is out of reach. The boy she loves has someone else.

What now?

She expected to start Harkness College as a varsity ice hockey player. But a serious accident means that Corey Callahan will start school in a wheelchair instead.

Across the hall, in the other handicapped-accessible dorm room, lives the too-delicious-to-be real Adam Hartley, another would-be hockey star with his leg broken in two places. He’s way out of Corey’s league.

Also, he’s taken.

Nevertheless, an unlikely alliance blooms between Corey and Hartley in the “gimp ghetto” of McHerrin Hall. Over tequila, perilously balanced dining hall trays, and video games, the two cope with disappointments that nobody else understands.

They’re just friends, of course, until one night when things fall apart. Or fall together. All Corey knows is that she’s falling. Hard.

But will Hartley set aside his trophy girl to love someone as broken as Corey? If he won’t, she will need to find the courage to make a life for herself at Harkness — one which does not revolve around the sport she can no longer play, or the brown-eyed boy who’s afraid to love her back.


Este livro tinha tudo: um bom conceito, uma capa decente e um título interessante (e que faz sentido). Por causa disto comecei eu a ler e pelas mesmas razões acabo eu desapontada. Porque a história acabou por ser tudo menos original, as personagens iguais a tantas outras e mais um romance mediano no meio de muitos.

O livro lá teve os seus momentos engraçados e uns outros tantos interessantes, no entanto, cheguei ao final do livro ainda à procura de cenas que me transmitissem uma emoção qualquer (sem ser aquelas que estão relacionadas com a falta de vontade de estudar e aquilo a que se chama aborrecimento). Quanto às personagens... a que gostei mais provavelmente foi a cadeira de rodas da rapariga. Exacto.

A verdade é que eu tenho um fraquinho por romances do género new adult que também falem de algum desporto (preferencialmente se for hokey, baseball ou alguma arte marcial), por isso podem ver porque é que este livro me despertou o interesse. O problema surgiu quando comecei a ler. Já há algum tempo que espero encontrar mais um bom romance deste género (pelo menos um 8 em 10), mas acabo sempre desapontada. Estou a pensar muito seriamente em deixar o género New Adult um pouco de lado, pelo menos no que toca a romance contemporâneo. Hum... vamos ver.

My Rating: 4/10

terça-feira, 26 de maio de 2015

Romances: The Deal e Hero

 Hero the deal


(Para as sinopses cliquem nas imagens)

Ultimamente tenho tido tudo menos tempo para me concentrar numa leitura mais difícil, ou até numa saga, daí ter recorrido a dois romances para me entreter. 

Entretida fiquei, o meu problema é que não consegui ligar-me às personagens e à sua história. As minhas razões são semelhantes para ambos os livros:

- As personagens acabaram por ser muito cliché, apesar de parecerem ligeiramente diferentes do que é usual. A verdade é que continuam a ser "as personagens-tipo do romance" e cada vez acho mais difícil conectar-me emocionalmente com estas personagens. 

- As histórias não são nada novas. Apesar de terem algumas divergências para com os romances que já li, mais uma vez, a base é a mesma de muitos dos romances do mesmo género. Sinto a falta de um pouco de imaginação nestes livros. Começo a achar que em breve irei desistir deste género, a não ser que encontre um livro que me deixe sem palavras. 

A grande diferença entre os livros, no que toca à minha leitura, foi que gostei um pouco mais do Hero - não sei se por ter engraçado um pouco mais com as personagens, se por o feel do livro ser mais o meu género - do que do The Deal, apesar de pensar que fosse ser ao contrário. Bem...pelo menos nisso surpreenderam-me!

My Ratings:

Hero - 6,75/10
The Deal - 6/10